Já ouviu falar no livro Meeting Architecture, de Maarten Vanneste? Este livro de alguma forma veio revolucionar a meetings industry, propondo uma espécie de profissão acima da do organizador de eventos, o “arquitecto dos eventos”. Estivemos à conversa com Marge Anderson, responsável pelo Comité do Projecto Meeting Architecture para perceber melhor, afinal, de que se trata este novo conceito.
Marge Anderson fala sobre Meeting Architecture from festaseeventos on Vimeo.
Rui Luís Romão
Levantar de madrugada, com chuva e frio, enfrentar o controlo no aeroporto, viagem com alguma turbulência na chegada a Barcelona. Autocarro de ligação à feira, vestiário, primeira paragem no Hosted Buyers Lounge patrocinado pelo Porto Convention Bureau para beber um café.
Stand de Portugal. A apresentação do Centro de Congressos do Estoril está confirmada para as 15h30, um Green Quiz para atrair buyers de todo o mundo. Às 11h30 em ponto, Rui Calapez, da Buzz, faz no stand da Kuoni (parceiro internacional da agência portuguesa) uma apresentação de Portugal no segmento da meetings industry. Breves minutos com algumas ideias-chave que importa passar. História, diversidade, bom clima, capacidade de organização, identidade própria num país que leva já quase 900 anos de existência.

Pelo meio houve tempo para tirar uma foto com o R2, o simpático robot alemão (fala um inglês perfeito, caso contrário ficaríamos a olhar um para o outro) que só peca pela curiosidade algo exacerbada: quer saber de onde venho, se tenho namorada, filhos… e diz ele que só tem dez anos, é pequenino, por isso!

Uma refeição ligeira, um tweet, e são horas de mandar o primeiro texto para o site da Festas&Eventos. Incrivelmente, não há internet sem fios gratuita aqui no recinto da EIBTM! Como bom português “penduro-me” na net do gabinete de imprensa…
Entretanto pode seguir o nosso cover it live em http://www.festaseeventos.net/articles/acompanhe-a-eibtm-ao-minuto
Até mais logo.
Rui Luís Romão, Barcelona
Como já vem sendo hábito, os European Best Event Awards, distinguiram empresas e eventos portugueses. Em Milão, gravamos os curtos depoimentos de Gonçalo Oliveira, Desafio Global ativism, Sérgio Vieira e Ana Fernandes, da Realizar Worldwide Events.
Desafio Global vence 1º prémio nos EuBea from festaseeventos on Vimeo.
Realizar vence prémio nos EuBea from festaseeventos on Vimeo.
Eventos da Realizar premiados nos EuBea from festaseeventos on Vimeo.
Rui Luís Romão
Faz sentido falar em inovação em tempos de crise? Sim, a mensagem é de que sim. Também em tempos de crise é preciso ter a capacidade (e a coragem) de inovar. E no protocolo e na organização de eventos, como em muitos outros sectores, a inovação é fundamental. Foi justamente este tema o alvo de reflexão das cerca de 75 pessoas que estiveram presentes nas V Jornadas de Protocolo da Associação Portuguesa de Estudos de Protocolo, realizadas no passado dia 11 de Novembro.
Para a organização tratou-se das melhores jornadas de sempre, em que se reuniram um conjunto “notável” de especialistas em protocolo e eventos. Desde logo, o encontro contou com a presença de Carlos Fuente, responsável de protocolo dos Prémios Príncipe das Astúrias que partilhou com a audiência as especificidades da organização deste evento. Estamos a falar de um evento com 30 anos de história, com uma semana de actos oficiais, sendo um dos cinco actos mundiais com mais cobertura mediática. E o mundo hoje exige mudanças neste tipo de eventos, escrutinados ao milímetro pela imprensa. Romper a severidade num evento com a presença da família real é possível, diz-nos Carlos Fuente.

E se protocolo existe há mais de 4 mil anos, por exemplo o faraó Ramsés II recebeu os emissários hititas depois da Batalha de Kadesh seguindo um protocolo, conforme nos conta Maria Teresa Otero, da Universidade de Sevilha, no século XXI este tem de se adaptar a um mundo em constante mudança. E o mundo vive em crise. “E o que fazer?”, pergunta Pedro Rodrigues, da Desafio Global ativism. “meter a cabeça na areia? Emigrar? Relaxar? Entrar em pânico?” A resposta é continuar a trabalhar, dando o máximo, tendo em consideração que os orçamentos são mais reduzidos, o tempo de planeamento e execução de um evento é mais curto e que o resultado tem que ser ainda mais positivo. Glória Campos, directora-adjunta da Revista Internacional de Protocolo concorda com a ideia de que em tempos de crise os eventos continuam a ter que ser impactantes. E que vão continuar a evoluir em vários sentidos. As principais tendências em termos de eventos são, no entender da responsável, o street marketing, o marketing viral, o sampling massivo, aumento dos road-shows, o networking, happenings, eventos face-to-face como estratégia corporativa, aumento dos eventos internos corporativos, democratização de conteúdos, eventos virtuais e actos de posicionamento da marca.


Estiveram ainda presentes como oradores João Sacchetti, presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos, Gilbert de Froidville, director da International School of Protocol & Diplomacy de Haia, que falou do poder do protocolo, Manuel de Novaes Cabral, director da Presidência da Câmara Municipal do Porto, e que partilhou a experiência da recepção do Papa Bento XVI na cidade, ainda Fernando Ramos, da Universidade de Vigo e Brasília de Arruda Botelho, directora da Inside Eventos, em São Paulo. A jornada terminou com a comunicação do Embaixador Manuel Côrte-Real, já um orador habitual nestes encontros mas que, como sempre, conseguiu prender a atenção dos participantes, desta vez com o tema “inovação em actos oficiais”.

Nas palavras de Ricardo Mena, um dos moderadores do evento, e responsável pela área de brand consulting na mm+a, inovar nos dias que correm é não desistir.
Cláudia Coutinho de Sousa
Realizada pela primeira vez no Porto, no passado mês de Junho, a Gala dos Eventos juntou o sector numa cerimónia que serviu para premiar as empresas organizadoras de eventos e os melhores eventos do ano.
Veja o vídeo produzido pela ExpoEventos.
A Gala dos Eventos realizou-se no âmbito da ExpoEventos, que conta ainda com o Gest - Seminário de Gestão de Eventos.
O cenário era digno de um filme da máfia, um local aparentemente abandonado, escuro, sinistro. À porta, dois homens, de cara fechada, vestidos de fato escuro, gravata e chapéu pretos zelavam pela segurança do espaço. Foi este o ambiente que recebeu centenas de pessoas no evento da Yorn no Porto, no Museu do Carro Eléctrico, ocasião em que a marca entregou parte dos 1000 telemóveis que ofereceu aos seus clientes.
Este evento – que decorreu em Lisboa e no Porto - faz parte de uma campanha alargada, que dita a nova forma de comunicar da Yorn, conforme explicou à Festas&Eventos André Carvalho, da Vodafone, e que está presente nos meios tradicionais (tv, rádio, outdoors, cinema) e nas redes sociais. Os eventos inserem-se numa estratégia de fidelização dos clientes à marca, refere o responsável. As campanhas Vodafone Yorn estão agora centradas nos negócios de uma família, os Corlyorn. A marca evolui assim dos “Insólitos Yorn” para o “Negócios Yorn – É uma coisa nossa”.
Voltemos ao evento. Verificada a identidade, os vencedores do telemóvel seguiam por um corredor escuro até se depararem com um mafioso, rodeado dos seus capangas. Depois de uma conversa, Don Corlyorn entregava ao cliente uma mala preta, não com dinheiro, mas com um telemóvel, uns óculos escuros e um chapéu. Daí, os convidados partiam para uma zona lounge criada no Museu do Carro Eléctrico onde podiam conviver, ouvir música, beber um copo e, claro, experimentar o novo telemóvel.










Texto: Cláudia Coutinho de Sousa
Fotografias: Rui Luís Romão
A tragédia que aconteceu este fim-de-semana na Alemanha, na Love Parade, veio trazer à ribalta a problemática da segurança nos eventos. 19 pessoas morreram esmagadas e 342 ficaram feridas numa situação de verdadeiro pânico no único acesso ao evento: um túnel de 200 metros de comprimento e 30 metros de largura. O que é que correu mal? De quem é a culpa? Fazem sentido eventos como este? O que pode ser feito para evitar incidentes no futuro? Fomos falar com o Coronel José Pimentel Furtado, especialista em segurança de eventos.
Prever tudo
“A situação é muito complexa e não dispomos de todos os dados para a analisar”, refere o especialista, no entanto, uma coisa é certa “um evento de 1,4 milhões de pessoas numa cidade de 500 mil habitantes é motivo de preocupação logo à partida”. Por outro lado, além do número de pessoas, há que ter em atenção o tipo de pessoas que assistem ao evento. “Não é propriamente uma procissão das velas em Fátima, mas um acontecimento com muitos jovens, muitos já bebidos e drogados, com atitudes de desafio à autoridade”. Na opinião de Pimentel Furtado a organização decidiu bem em continuar com o evento, “é importante não deixar alastrar o pânico e continuar com o evento, sob pena de acontecer uma tragédia maior”. Com o pânico instalado é muito difícil fazer alguma coisa.
As situações da segurança num evento são complexas e devem ser tidas em conta antes, durante e após o evento. Antes é necessário calcular de quantas pessoas estamos à espera e dimensionar o recinto ao público. “A lei portuguesa estabelece que os recintos podem receber no máximo 3 pessoas por m2”, faz notar o especialista. Depois há que ter em conta o número de entradas e saídas e – muito importante – a largura das mesmas. “As pessoas não devem estar mais de uma hora para entrar e se estamos a falar de mais de um milhão de pessoas, temos de adaptar a logística a isso”. Há também que fixar o número de saídas de emergência. “O recinto pode até só ter uma entrada, mas em caso de incidente temos de ter saídas de emergência preparadas”, explica Pimentel Furtado. Segundo diversos estudos, 80% das pessoas saem pelo mesmo sítio por onde entraram. Ora, tal como neste caso em Duisburgo, ter só uma entrada pode complicar em caso de emergência, “posso ter muitas saídas disponíveis, mas as pessoas saem pelo acesso por onde entraram”. Em todas as entradas onde se acumule público é muito importante haver um corredor de emergência para ambulâncias, elementos da organização, etc. Nas imagens visionadas não foi aparente a existência desse corredor. Na prática pode existir socorro suficiente e não haver maneira de o colocar atempadamente no foco do incidente.
Muito importante também é existir um sistema de comunicação com o público, que pode ser na forma de altifalante, megafone, sinalização electrónica, etc. “Tem que se comunicar com o público e fornecer as actualizações necessárias, quer dentro do recinto, quer nas imediações”, adianta o especialista que também evidencia a necessidade de existir um sistema de detecção de tudo o que se passa nos recintos. Tudo deve ser planeado e previsto antes do evento acontecer.
Durante e após o incidente
Muito importante em eventos como este – e noutros também – é existir uma central de segurança, “tem que haver capacidade para perceber o que está a acontecer, comunicar com todos os intervenientes que já foram identificados no plano de segurança do evento, capacidade de intervenção e capacidade de comando”, enumera Pimentel Furtado. O director de segurança e o director do evento têm que intervir e decidir como agir, “tem que haver comando”, explicita.
Noutros acidentes do passado, em que morreram mais pessoas, as multidões eram bem mais pequenas. E uma tragédia destas podia acontecer perfeitamente cá. “Eu costumo dizer que o plano de segurança dos eventos é a Nossa Senhora de Fátima, mas o facto é que se brinca muito com o fogo”, conclui Pimentel Furtado.
Cláudia Coutinho de Sousa
(Foto retirada do site http://www.loveparade.ro)
É um projecto relativamente recente – funciona como centro de eventos desde Dezembro de 2008
-, sendo um dos espaços a ter em conta para quem quer organizar acontecimentos no centro do
país. Trata-se do Vale D'Algares, um complexo enorme que alberga um edifício principal, onde
se podem realizar vários tipos de eventos, uma quinta, com cerca de 100 hectares – 30 dos quais
dedicados à produção do vinho Vale D'Algares – e um Centro Equestre, cujo pavilhão multiusos,
ainda em construção, vai poder receber no futuro mais seis mil pessoas. O Vale D'Algares situa-
se em Vila Chã de Ourique, no concelho do Cartaxo, a 30 minutos de Lisboa. A envolvente natural
desta quinta é uma das mais-valias do projecto.
Salão Nobre
Dispõe de 787 metros quadrados, e está apto a receber congressos, conferências, colóquios,
apresentações de produtos, acções de formação, workshops, cocktails, provas de vinho, entre
outros. Está equipado com ecrã extensível, sistema de som, sistema de iluminação, black-out
total, zona de cargas e descargas, ligação ao serviço de catering, aquecimento e instalações
sanitárias. É servido por um parque vigiado com 56 lugares de estacionamento.
Bar do Salão Nobre
Tem ligação directa ao Salão Nobre e é um espaço com 161 m2. Serve de apoio para os eventos
que se realizam no espaço principal, funcionando por exemplo como zona de boas-vindas aos
convidados, para coffee-breaks, Portos de Honra, cocktails ou acreditações. Tem sistema de som,
sistema de iluminação com múltiplas regulações, bengaleiro, lareira e instalações sanitárias.
Sala Vale D'Algares
O principal elemento desta sala de 80 metros quadrados é uma mesa de luz com múltipla
regulação que faz deste o espaço premium do edifício. Pode receber eventos até 20 pessoas.
Especialmente interessante para reuniões de negócio, refeições ou provas de vinho.
Para além destes espaços vocacionados para eventos, existe uma enorme área ao ar livre, uma
adega, caves vinícolas, um lagar de azeite e uma loja. O projecto da quinta foi concebido para
acolher grandes eventos, sobretudo ligados à arte equestre. Para esta vertente foram criadas
várias infra-estruturas. O futuro Centro Equestre terá um pavilhão multiusos preparado para
receber qualquer tipo de evento. Vai ter capacidade para seis mil pessoas. O Vale D'Algares
disponibiliza, ainda, os seguintes serviços: produção do evento, acompanhamento permanente,
catering, assistência técnica, audiovisuais, hospedeiras, produção de espectáculos, decoração,
segurança, tradução simultânea, transfer, cobertura vídeo e fotográfica.
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