O arranque de Guimarães 2012 (vídeo)
23.1.2012

Em menos de dois minutos e meio, o filme da abertura de Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura (CEC). Os discursos, a música e a dança no Multiusos, a performance concebida pelos Fura dels Baus, à noite, na Praça do Toural, culminando com o inevitável fogo-de-artifício. Momentos de celebração, antecedendo o intenso programa da CEC, cujo fim oficial está marcado para 21 de Dezembro. Até lá, Guimarães espera pelo mundo.

Rui Luís Romão
Cláudia Coutinho de Sousa

60 mil na abertura de Guimarães 2012
22.1.2012

Foi na presença do presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que se fez a inauguração oficial de Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura. Para além destes três convidados, discursaram ainda o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, António Magalhães, e o presidente da Fundação Cidade de Guimarães, João Serra. Discursos de circunstância onde se referiu a importância da cultura, mesmo quando os orçamentos não estão alinhados com tamanho desiderato, do valor das identidades locais, regionais e nacionais no contexto europeu, e do simbolismo de Guimarães como berço da nacionalidade, que interessa destacar em tempos tão difíceis como os que vivemos.

Abertura de Guimarães 2012

A cerimónia protocolar, que decorreu no Multiusos de Guimarães, terminou com a Fundação Orquestra Estúdio a interpretar o “Pássaro de Fogo”, de Stravinsky, e o “Staccato Brilhante”, de Joly Braga Santos. Houve ainda um espectáculo competente que conjugou música e dança, com as participações, entre outras, dos Danças Ocultas, Rão Kyao, Chico César (Brasil) e Cristina Branco.

Abertura de Guimarães 2012

Toural em Fura

Às 22h iniciou-se o segundo acto da abertura oficial de Guimarães 2012. No Largo do Toural, centro nevrálgico da cidade, os catalães Fura dels Baus e o Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua (CCTAR) mostraram “Tempo de encontros”, uma festa pensada para o espaço público, com performances, envolvendo a figura gigantesca de um cavalo e uma outra, humana, de dimensões semelhantes, projecções multimédia e video mapping.

De acordo com a Lusa, estima-se que ao longo do dia 60 mil pessoas tenham estado na cidade, participando nos diversos momentos do programa. À noite, no Toural, a multidão era tal que muitos não conseguiram lá chegar, ficando-se pelas ruas adjacentes. Uma senhora, mais baixinha, dizia mesmo, extasiada, “Andei uns metros pelo ar, quando aqui cheguei. Não conseguia pôr os pés no chão, tanta era a gente!”.

Abertura de Guimarães 2012

Os convidados mais importantes assistiram a tudo do primeiro andar do Café Oriental. O primeiro a aparecer para cumprimentar a multidão foi Jorge Sampaio, presidente do Conselho-Geral da Fundação Cidade de Guimarães, recebido com fortes aplausos. Já Durão Barroso foi brindado com apupos e assobios, à semelhança do que tinha acontecido horas antes com Cavaco Silva. Nada que impedisse a continuação da festa, pelos bares e cafés do centro histórico de Guimarães.

O primeiro passo está dado. 2012 fará de Guimarães, seguramente, um sítio a visitar. Mas, como dizem os seus responsáveis, o grande desafio virá depois, em 2013, 2014…

Rui Luís Romão

Congresso da EFAPCO: balanço muito positivo
16.1.2012

A organização da EFAPCO (Federação Europeia das Associações de Organizadores Profissionais de Congressos) fez um balanço muito positivo do Congresso que se realizou em Portugal. Helena Weinstein, vice-presidente da EFAPCO, considera que, em termos de programa, este foi um dos melhores eventos de sempre. A responsável destaca ainda a qualidade dos oradores, o bom ambiente gerado, as condições do venue e a certificação como evento verde. Weinstein comentou ainda a eleição de Luísa Teixeira como próxima presidente da EFAPCO, considerando como muito “importante” para Portugal. A federação, no entender da responsável, precisa agora de ter um plano de acção mais agressivo, depois de já ter feito a consolidação em termos de países membros.

Também Nicolas Le Brun, presidente da EFAPCO, destacou a diversidade de temas, o debate e o interesse gerado pelo congresso.

Um dos momentos importantes do congresso foi a realização do Future Leaders Forum, um evento paralelo da responsabilidade da IMEX. Várias dezenas de estudantes, de várias escolas, tomaram contacto com o sector da meetings industry, ouvindo as experiências de seis profissionais do mercado. No final, dois estudantes partilharam algumas das conclusões do workshop com a restante plateia.

Lembre-se que o Congresso da EFAPCO se realizou de 12 a 14 de Janeiro, no Centro de Congressos do Estoril. A organização foi da APECATE (Associação Portuguesa das Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos).

Cláudia Coutinho de Sousa
Rui Luís Romão
 

ENEOGE: partilha entre gerações (vídeo)
12.12.2011

Pôr em contacto os organizadores de eventos de amanhã com os profissionais de hoje é um dos objectivos do Encontro Nacional de Estudantes de Organização e Gestão de Eventos (ENEOGE). E o balanço é muito positivo, diz Hugo Soares, da organização. Na plateia estiveram mais de 800 alunos presentes. Do outro lado, no palco, alguns dos principais profissionais do sector.

Hugo Soares destaca as mensagens positivas passadas pelos oradores, lamenta o facto de Roberta Medina e Luís Rasquilha, perante a ameaça de greve da TAP, terem cancelado a presença, e explica a sua opção de recrutar alunos para a organização do ENEOGE.




De manhã, Fernando Amaro (Montepio) falou sobre patrocínios, José Faísca (Pavilhão Atlântico) explicou a gestão de públicos que é feita naquele venue, e Miguel Júdice (Lágrimas Hotels & Emotions) apresentou o caso do Congresso Internacional da Relais & Chateaux.
À tarde, Nuno Sousa Pinto (Better World) trouxe o exemplo do Rock in Rio, Norma Franco (E.Value) desconstruiu uma série de mitos e preconceitos em torno da sustentabilidade, o Coronel Pimentel Furtado (consultor) apresentou uma visão integrada sobre segurança em eventos, Pedro Boucherie (SIC Radical) atirou-se aos sonhos, Filipa Oliveira (Realizar) recordou o envolvimento no Campeonato Africano das Nações em futebol e Linda Pereira (CPL Events) desvendou aquele que no seu entender é o segredo do sucesso: atitude!

Miguel Júdice, do Lágrimas Hotels, e orador no encontro, realça a importância dos profissionais dedicarem uma parte do seu tempo a partilhar as suas experiências com os mais jovens.



Uma ideia transmitida por Nuno Sousa Pinto, director de Produção do Rock in Rio, e por Linda Pereira, da CPL Events, foi a do benefício dos estudantes desta área se voluntariarem para trabalhar em eventos, de modo a acumular conhecimento. Ambos destacaram igualmente a importância de trabalhar no estrangeiro para ganhar experiência, e depois regressar. A responsável da CPL diz que devemos ter uma perspectiva global deste sector. O Brasil e a China foram apontados como destinos muito interessantes para trabalhar.

Paulo Futre, ex-jogador de futebol, foi responsável pelo discurso de motivação do dia. No país do “não”, segundo ele, é importante colocar um “porque” antes. “Porque não?” repetiu vezes sem conta, apelando a que todos tentem seguir os seus sonhos.

 

Cláudia Coutinho de Sousa
Rui Luís Romão
 

Por que é que este evento não tem uma app?
5.12.2011

Nos próximos dois anos vamos assistir a uma explosão de apps para eventos. Quem o afirma é Corbin Ball, especialista em tecnologia e um orador muito solicitado em certames relacionados com o sector. Na EIBTM, Ball vaticinou que, daqui a dois anos, a pergunta que vamos fazer é: por que é que este evento não tem uma app?

Elas vão ser cada vez mais fáceis de fazer, avança Corbin Ball, com ferramentas estandardizadas ao dispor. No que toca a venues, as app são cada vez mais importantes. Por exemplo a Swift Mobile tem um produto para espaços em iPad, iPhone e Android, que vai desde a aplicação mais simples e gratuita à mais complexa. Em termos de hotéis, o orador destacou os produtos da plataforma www.emarketing360.com. No Heathman Hotel, em Portland, é possível através do telemóvel ou tablet ver o menu e fazer o pedido. "E as pessoas estão cada vez mais à espera destas soluções", diz o orador. O iPad, e outros tablets, vai ser um objecto cada vez mais presente nos eventos.

Numa sessão muito concorrida, não fossem ainda as tecnologias um factor importante de diferenciação, Corbin Ball apresentou o que considera bons exemplos de ferramentas que podem ser utilizadas pelo sector dos eventos.

ILeads
www.bartizan.com

A Bartizan, uma empresa com 30 anos, tem um produto customizado de registo de contactos em feiras. O iLeads funciona no Iphone e permite armazenar, tomar notas e analisar os contactos estabelecidos durante um certame.

Bump
http://bu.mp

O Bump é uma aplicação de partilha de ficheiros, seja de que tipo forem, contactos, ficheiros, aplicações, etc. Funciona em iPhone, iPod touch, iPad e Android.

Poken
www.poken.com

O Poken substitui a troca de cartões. Com este pequeno aparelho, basta um toque noutro semelhante e são trocadas todas as informações de contacto. Pode ser introduzido no badge de um evento. Tem ligação às redes sociais e ao telefone. Aliás existe uma versão mobile do poken para troca de contactos.

Kaywa QR Code
http://qrcode.kaywa.com/

Para download de leitor de código QR, código de barras em 2D, Corbin Ball aconselha este site. É muito fácil de usar. Instala-se no telemóvel e depois através de um sistema de scanner é lido o código e armazenado o conteúdo.

Google Wallet

Este nova ferramenta da Google usa a tecnologia NFC (Near Field Communication). A ideia é armazenar no telemóvel o que carregamos nas nossas carteiras. Inclusive é possível fazer pagamentos.

Google Goggles

Destinado a Android, o Google Goggles permite fazer pesquisas no google através de fotografias. Basta abrir a aplicação, tirar uma foto, por exemplo de um livro, de um monumento, e aparece a lista das entradas no google sobre esse conteúdo. O mesmo serve para cartões profissionais. Fotografa-se o cartão, e adicionam-se os contactos.

Wifarer
www.wifarer.com/

Esta aplicação mobile utiliza um gps indoor e foi feita a pensar em eventos. É possível criar percursos ou identificar quem está no mesmo espaço.

Wordlens
www.wordlens.com

Esta aplicação de realidade aumentada funciona, para já, em inglês e espanhol. É muito simples, aponta-se o telemóvel para uma frase e imediatamente obtemos a tradução. Não exige ter ligação à Internet e pode ser interessante para reuniões internacionais.

Ootoweb
www.ootoweb.com

Esta é uma aplicação de gestão de logística em eventos para tablets e smartphones. Gerir participantes, comunicar com eles segmentadamente, trabalhar as redes sociais, enviar emails, gerir confirmações, fazer inquéritos, imprimir badges, etc.

Active Network
www.activenetwork.com

É outra ferramenta de gestão de eventos. Do registo ao pagamento, é tudo possível de ser feito através desta plataforma. Além disso o site funciona como uma comunidade online, permitindo saber que eventos é que estão a decorrer por todo o mundo.

E há muitas outras possibilidades: o Documents to Go, a Dropbox, Dragon Dictation são aplicações a conferir e que podem ajudar no dia-a-dia. O que antes parecia ficção científica, vai acontecer nos próximos anos. O melhor mesmo é começar já a ficar a par.

Cláudia Coutinho de Sousa


 


 


 


 

EIBTM positiva para os expositores nacionais (vídeo)
3.12.2011

De uma maneira geral, o balanço dos expositores nacionais em relação à EIBTM foi positiva. Um maior focus no negócio, com reuniões mais concretas, e o interesse de novos mercados, nomeadamente brasileiro e russo. A Event Point registou em vídeo a opinião de alguns dos expositores. 

Alexandra Baltazar, do Lisboa Convention Bureaux, destacou o “comportamento excepcional” de Lisboa na EIBTM. A responsável destaca o facto dos buyers terem vindo à feira com uma ideia concreta daquilo que procuram no destino, e também em termos de orçamento. Os mercados trabalhados foram muito abrangentes.  

A variação dos mercados que vieram à feira foi destacada pelo responsável da Events by TLC, Diogo Assis. O director desta DMC regista a menor presença do mercado americano e inglês, compensado por um mercado brasileiro que veio em peso à EIBTM.

 José Branco, director do Cascais Miragem, caracterizou a feira de “razoavelmente boa”, no entanto os objectivos traçados pelo Hotel foram atingidos. Há muito mais brasileiros e russos na feira, notou o responsável.

O responsável da Team Quatro, João Silva, realça o facto de, em relação ao ano passado, a feira ter tido menos visitantes. O mercado prioritário da empresa, o alemão, funciona melhor na IMEX do que na EIBTM, e João Silva tem dúvidas da eficácia em participar em duas feiras que têm os mesmos objectivos e atingem os mesmos visitantes.

 A EIBTM decorreu em Barcelona, de 29 de Novembro a 1 de Dezembro.

 

Cláudia Coutinho de Sousa
Rui Luís Romão.

Eventos na via pública: aspectos a considerar
25.11.2011

Quando considerar fazer um evento na via ou espaço públicos há várias questões importantes a ter em conta no planeamento, nomeadamente as licenças, o trânsito e a sinalização. Um decreto-lei a ter presente é o 310/2002. Este decreto atribui competências às autarquias no licenciamento deste tipo de eventos, sejam espectáculos, provas desportivas, arraiais, ou semelhantes. Estas licenças devem ser requeridas com 15 dias de antecedência e, em caso de provas desportivas, 30 ou 60 dias se envolverem mais do que um município. Os espectáculos não licenciados podem ser imediatamente suspensos. Nas licenças emitidas deve constar a referência ao objecto do evento, a fixação dos respectivos limites horários e “as demais condições julgadas necessárias para preservar a tranquilidade das populações”, tal como se lê no referido decreto-lei, no nº3 do artigo 32. As actuações musicais ou amplificação de som estão sujeitas ao regime aplicável ao ruído (decreto-lei 9/2007) e só podem ocorrer no respeito dos limites fixados. Em “circunstâncias excepcionais” (n.º2 do art.º 32 do decreto-lei 310/2002) o presidente da Câmara Municipal pode emitir uma licença especial de ruído. Depois conforme a especificidade do evento, se existe um palco, tendas, ou estruturas semelhantes, são necessárias outras licenças.

As autarquias são assim uma peça fundamental quando se organizam eventos no espaço público. Estas devem estabelecer um plano de trânsito, juntamente com as forças policiais, de modo a minimizar o impacto do evento nas populações, e a facilitar os acesso do público ao local e o trabalho da própria organização. A ligação com as autoridades policiais é feita pela Câmara. Estes custos são depois imputados, ou não (depende da negociação), ao promotor do evento.

Em termos de sinalização há que distinguir duas vertentes. Uma tem que ver com a informação disponibilizada para o público do evento, como por exemplo a localização das bilheteiras e das entradas, horários dos transportes públicos especiais, etc. Esta obrigação cabe ao organização, mas em articulação com as autoridades municipais e policiais (por exemplo, a sinalização relativa ao evento não pode interferir com a sinalização de trânsito). Já a regulação do tráfego rodoviário e pedonal é da responsabilidade do Município e das forças policiais e decorre no cumprimento das condições definidas na licença. É uma boa prática avisar com antecedência as populações de alguma forma afectadas pelo evento, para atrapalhar o menos possível as suas vidas. Este aviso prévio passa frequentemente pela publicidade nos meios de comunicação social, ou na afixação de outdoors.

As informações disponibilizadas neste texto não dispensam a consulta da legislação, nomeadamente dos decretos-lei referidos. Pode descarregá-los aqui do lado esquerdo. Diversas câmaras municipais dispõem já nos seus sites dos impressos necessários ao licenciamento, bem como de listas de informação útil e de requisitos a cumprir pelo promotor do evento.

 

Cláudia Coutinho de Sousa

Sabia que o organizador da final da Champions League é português?
18.11.2011

Chama-se Daniel Ribeiro e tem um curriculum impressionante. Com formação em Ciências de Gestão e Desporto, na St. John's University, iniciou o percurso profissional como Gestor de Eventos na Champions World, em Nova Iorque. Com o Euro 2004, em Portugal, muda-se para a Europa e assume o desafio de ser Coordenador do Venue do evento. Depois do Euro, inicia funções na UEFA, onde se mantém até à data. Actualmente, é o Líder de Projecto da Final da Champions League 2011-2012, que vai decorrer em Munique, no Allianz Arena.

Daniel Ribeiro esteve em Portugal, a propósito do FootballTalks, um evento promovido pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, partilhou a experiência de organizar estes mega-eventos desportivos. A primeira ideia é a de que é impossível organizar com 100% de sucesso um evento como a Champions League, porque “quem perde os jogos fica sempre insatisfeito e tem sempre críticas a fazer”. Provavelmente a principal preocupação num evento destes é a segurança de todos os participantes. “A experiência no evento tem que ser agradável”, diz Daniel Ribeiro, para os adeptos por um lado, pelo que é dada muita atenção a aspectos como a gestão de multidões ou a sinalética; para os jogadores, que devem estar simplesmente preocupados em jogar ao mais alto nível; e para todos os outros stakeholders: media, patrocinadores, voluntários, habitantes da cidade anfitriã.

Os métodos, a organização e o grau de dificuldade variam de cidade para cidade. A estrutura de coordenação do projecto é constituída pelo comité local, a agência de marketing da UEFA, e o responsável da UEFA. Esta estrutura é definida com três ou quatro anos de antecedência em relação a cada evento. Há várias áreas a ter em conta. A desportiva, “que é fundamental”, e que cobre a condução do jogo, a cerimónia de abertura, a cerimónia de entrega do troféu, a acreditação e o serviço aos espectadores. Depois há a área de operações no estádio, responsável pelas condições do espaço, a mobilidade dos fãs, os serviços médicos, o parque de estacionamento. Estabelece também os pontos de contacto com as autoridades locais. Segue-se a área comercial com obrigações ao nível da Champions Village (tenda com cerca de 5 mil convidados), merchandising, catering VIP, e o catering do staff. A área dos media é fundamental - sobretudo quando se fala de um evento com uma audiência televisiva superior a 100 milhões de telespectadores -, pelo que responde pelas infra-estruturas alocadas aos meios de comunicação, procurando dar-lhes as melhores condições possíveis para a realização do seu trabalho.

O departamento de Event Services cobre matérias como o protocolo, armazenamento e transporte, alojamento, catering, voluntariado. Já o departamento de Promoção é responsável pelo Festival Champions League, um evento que tem um investimento de 2,5 milhões de euros, e por todos os outros eventos paralelos, como por exemplo o Jogo das Estrelas, a entrega do troféu à cidade, etc.

Ao todos estamos a falar de 8 mil pessoas acreditadas para o evento, entre voluntários, staff e comunicação social. E só 15 a 20 estádios têm a capacidade de recebê-lo.

Para Daniel Ribeiro os factores críticos de sucesso do evento são: a comunicação, a correcta acepção e gestão do risco (condições meteorológicas, limitações do venue e cidade, gestão de multidões e ameaças), recursos humanos, ouvir os stakeholders (no final há inquéritos detalhados) e o apoio da cidade anfitriã à organização do evento.

O FootballTalks realizou-se de 16 a 18 de Novembro, no Cascais Mirage, promovido pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional. O OPC do evento foi a Leading. Na próxima edição da Event Point vamos publicar uma entrevista a Daniel Ribeiro.

Cláudia Coutinho de Sousa

Outmind: A imaginação é o limite
11.11.2011

E se os outdoors não se limitassem a ser espaços estáticos, imutáveis e sem interactividade com os consumidores? Se fossem capazes de apelar aos sentidos e de surpreender quem passa ou quem é convidado para determinado evento?

Cartazes com locomotivas de onde sai fumo verdadeiro ou garrafas de onde sai líquido que pode ser provado por quem está por perto já fazem parte da realidade, por incrível que pareça. O que pode parecer ficção científica é já uma realidade feita com tecnologia nacional. A Outmind é uma empresa portuguesa especializada em sinalética digital interactiva, capaz de interagir com o público e transmitir informação nos dois sentidos, criando conteúdos informativos e publicitários que podem sofrer adaptações, reagindo a estímulos externos; simultaneamente captam informações estatísticas sobre visualizações dos anúncios e comportamento do público e geram relatórios que são transmitidos de cada terminal para a central, dando assim ao anunciante o feed-back imediato por parte dos consumidores.

Nuno Fradique Vieira, director de I&D e co-fundador da Outmind falou à Event Point sobre a empresa, que começou a ganhar forma em 2006, quando vários sócios fundadores faziam um MBA na Universidade Nova de Lisboa: “Todos tínhamos já uma experiência profissional relevante e acreditávamos que as nossas carreiras evoluiriam para a criação de um projecto próprio, numa área relacionada com o marketing e as novas tecnologias de informação e comunicação. Só que, nessa data, não sabíamos ainda o que viria a ser...”. Mas não tardou a que percebessem que o caminho passaria pela utilização de novas tecnologias em Marketing Exterior, algo que era absolutamente inovador: “Quando iniciámos o projecto, suspeitávamos que o Marketing Exterior (out-of-home, ou OOH) não estava a tirar partido dos desenvolvimentos tecnológicos mais recentes e que haveria espaço para um novo "player" que reunisse competências em ambas as áreas”, lembrou. “O passo seguinte foi validar essa hipótese, contactando bastantes pessoas ligadas ao Marketing, principalmente em Portugal e no Brasil, onde esta área está bastante desenvolvida, e percebendo as suas necessidades. Confirmámos que existiam carências que não estavam a ser atendidas – por exemplo, como chamar a atenção do público de uma forma mais inovadora e divertida, num mundo dominado pelo excesso de estímulos visuais e auditivos”. Nuno Fradique Vieira lembra-se que “daí até à criação dos primeiros protótipos foi mais um passo, óbvio, mas trabalhoso”.

Depois de realizado um estudo de mercado seguiu-se a fase de desenvolvimento tecnológico, uma etapa que demorou ainda cerca de três anos. “Nesse período, desenvolvemos três produtos diferentes, mas complementares: um gerador de efeitos especiais reais, que pode ser aplicado em ecrãs de Sinalética Digital (OutElements), um dispositivo electrónico para veículos, que pode interagir com o GPS e permitir que os conteúdos variem consoante a posição geográfica (OutMobil) e um sistema de interacção com o público, através de reconhecimento de gestos e do telemóvel, que elimina a necessidade de "tocar no ecrã" (OutFace). Também foi necessário desenvolver de raiz um software de gestão de conteúdos (OutShow) que suportasse todas as inovações anteriores”.

O responsável da Outmind considera que “a receptividade do público tem sido excelente”, mas sublinha: “Somos uma empresa B2B, pelo que os nossos clientes são os profissionais dos sectores de Marketing e de Comunicação Corporativa e é a esses que estamos a apresentar as nossas soluções em primeiro lugar. Por exemplo, o sistema OutElements permite fazer sair líquidos de ecrãs de TV. Agora, se essa tecnologia vai ser usada para encher um copo com sumo de laranja (real ou simulado) ou para molhar o espectador com salpicos (reais) de uma onda (filmada) que rebenta na praia, é algo que deve ficar ao critério e à imaginação dos criativos. São eles que precisamos de surpreender e conquistar inicialmente, para que no futuro incorporem as nossas tecnologias nas suas campanhas”.

Nuno Fradique Vieira salienta também o “feedback positivo por parte dos organizadores de eventos”, mas considera que existe ainda “algum desconhecimento em relação ao potencial das soluções”. “Os ecrãs equipados com o sistema de efeitos especiais reais (fumo, líquidos, aromas, etc), ou a projecção de imagens em superfícies transparentes (criando um efeito tipo “holograma”), podem ser usados para diferenciar um determinado evento ou produto, chamando a atenção do público através do efeito novidade/surpresa. Por outro lado, é possível instalar soluções menos vistosas, mas mais úteis. Por exemplo, numa feira ou exposição, é possível que conteúdos informativos “acompanhem” um visitante que o deseje, saltando de ecrã em ecrã à medida que a pessoa se desloca pelo recinto. Tudo isto, de forma interactiva – o sistema poderá guiar o visitante para uma área ainda não percorrida, e este poderá pedir ao sistema um mapa do percurso para o WC mais próximo”, explica. Um facto relevante, sobretudo numa altura de crise, é que estas soluções podem ser instaladas sobre equipamentos já existentes, quer se trate de quiosques multimédia, quer de televisores fixos, pelo que o investimento a realizar é significativamente menor.

As contenções de custos já chegaram à indústria dos eventos, mas Nuno Fradique Vieira considera que “a crise é sinónimo de oportunidade”: “Quando é preciso fazer-se mais com menos, temos que recorrer à inteligência e utilizar melhor os nossos recursos. Fazendo um marketing sagaz e bem direccionado para o público-alvo, é possível obter-se um maior impacto no consumidor, gastando menos dinheiro”.

Mas para obter este impacto no consumidor, há que perceber que a Sinalética Digital é bastante diferente da publicidade estática. “Existem dois mercados distintos: o mercado de meios, onde uma empresa detém uma rede de ecrãs e obtém os seus proveitos através da venda de tempo de publicidade a anunciantes (tal como acontece com os Outdoors e os MUPIs); e a TV corporativa, onde uma empresa/marca utiliza ecrãs nas suas instalações para comunicar com os seus próprios clientes”, explica. “No primeiro caso, a fase inicial da Sinalética Digital foi um fracasso, porque o modelo de negócio estava errado e os conteúdos não eram apropriados a este novo canal. Enquanto que num Outdoor a publicidade é estática (isto é, está presente durante 100% do tempo), numa rede de Sinalética Digital é indispensável que pelo menos 60% da grelha de programação seja ocupada com conteúdos informativos, interessantes para o público. A qualidade (e consequentemente o custo) desses conteúdos é determinante para a angariação de anunciantes. Como foram investidos montantes significativos em redes de ecrãs, sem acautelar a qualidade/ custo dos conteúdos não publicitários e sem avaliar se os anunciantes estariam dispostos a usar este novo canal, muitos projectos falharam e isso criou algumas percepções negativas associadas a este meio. Esta atitude é compreensível, mas não corresponde à realidade. A verdade é que a Sinalética Digital veio para ficar e irá substituir gradualmente os Outdoors e os MUPIs. É necessário aproveitar as suas vantagens, que são muitas, e não repetir os erros cometidos”.


Já no que respeita ao segundo caso “embora vários estudos indiquem que sistemas de Sinalética Digital bem concebidos, no ponto de venda, aumentam em cerca de 100% as compras por impulso, tal pode não ser óbvio para um responsável de marketing que precisa de tomar a decisão de adoptar ou não este sistema e que depara, no seu dia-a-dia, com aplicações de Sinalética Digital bastante pobres que mais não fazem do que passar vídeos”. “É necessário melhorar a percepção da Sinalética Digital, despertando os potenciais utilizadores para as vantagens que ela oferece quando os projectos são correctamente planeados e executados. Para isso, é preciso aumentar a qualidade das soluções tirando partido de todo o seu potencial, designadamente da sua superior capacidade de chamar a atenção, da sua interactividade e da possibilidade de alterar instantaneamente a mensagem difundida numa rede de ecrãs. Esta última característica permite, por exemplo, a realização de “promoções-relâmpago”, onde um determinado produto está disponível a um preço especial durante um curto período de tempo (horas ou até minutos), atraindo o cliente para a loja e fomentando outras compras por impulso. Isso seria impossível através de meios exteriores estáticos, como Outdoors ou MUPIs”.

As soluções apresentadas pela Outmind são inusitadas e por isso já criaram situações bastante divertidas. “Tenho assistido a situações muito engraçadas, como a da senhora que decidiu espreitar por baixo de um ecrã, para ver de onde saía o “whisky”, exactamente no momento em que o líquido recomeçou a jorrar... ou como a do senhor que exclamou, assustado: "cuidado, está ali um televisor a deitar fumo!”, conta.

Para além de surpreender e divertir, a tecnologia usada pela Outmind pode igualmente ser aplicada ao dia-a-dia, facilitando a vida dos consumidores ao mesmo tempo que promove a difusão de conteúdos informativos, publicitários ou turísticos:”No ano passado efectuámos um projecto-piloto muito interessante, em Coimbra, no interior de autocarros do grupo Joalto-Transdev. Instalar sistemas de Sinalética Digital em veículos apresenta desafios técnicos complexos, mas também oportunidades extraordinárias: por exemplo, é possível usar a informação do GPS, para difundir conteúdos (publicitários ou informativos) que variam consoante a posição do veículo! Para além do interesse comercial e turístico, este sistema também pode ser utilizado para servir passageiros com necessidades especiais – por exemplo, comunicando automaticamente, de forma visual e audível, o local da paragem seguinte”.

A Event Point desafiou Nuno Fradique Vieira a revelar uma ideia que ainda não tenha sido posta em prática, mas que a empresa gostasse de desenvolver: “Responder a esta pergunta é um pouco como “entregar o ouro ao bandido” – mas vamos lá. Uma das ideias que estamos a trabalhar consiste no “provador interactivo com acesso a redes sociais”. Trata-se de um equipamento estilo “quiosque” ou “cabina”, dotado de um ecrã táctil, uma câmara de vídeo 3D e uma ligação à Internet, que poderá ser instalado em lojas de roupa ou acessórios de moda para o público jovem. Um cliente poderá experimentar (real ou virtualmente) uma determinada peça que deseje comprar e partilhar instantaneamente com os amigos a respectiva foto, no Facebook, recebendo poucos segundos depois as opiniões da comunidade (Gosto/Não gosto). “Mais do que impulsionar aquela venda em particular, esta solução permitirá uma enorme visibilidade da marca/ loja em questão, devido à divulgação “viral” das fotos e da propaganda associada”, sublinha.

Projectos futuros

A Outmind quer apostar na internacionalização, mas como se trata de uma empresa de pequena dimensão, essa ideia ainda não foi totalmente conseguida: “Curiosamente, até agora, foram os estrangeiros que vieram até nós, em alguns casos através de contactos pessoais, noutros através da própria Internet. Recebemos já três propostas de parceria muito interessantes de empresas que operam no Brasil, em Angola e na África do Sul. Temos confirmado que é relativamente fácil entrar nos mercados “convencionais” (países lusófonos, pela proximidade cultural, e Espanha, pela proximidade geográfica) e relativamente difícil entrar nos outros países”, revela.

A empresa tem estado igualmente a trabalhar num consórcio com o Instituto Superior Técnico com vista a desenvolver uma tecnologia para determinar em tempo real o número de pessoas que visualizam determinada mensagem e perceber os percursos dos consumidores. “O consórcio com o Técnico foi formalizado em Março de 2011 e estamos na fase inicial do projecto, mas já com resultados encorajadores. Pretendemos vir a ter alguns protótipos para teste ainda este ano, que permitirão saber rigorosamente (ao segundo!) quantas pessoas olham para um determinado painel publicitário e como se deslocam em espaços públicos – obviamente, respeitando a privacidade individual de cada um. Esta tecnologia fica ainda mais interessante quando associada a painéis de Sinalética Digital, pois será possível cruzar as informações de ambos os sistemas: por exemplo, poderemos saber qual a audiência no início, no meio e no fim de uma determinada peça publicitária, o que permitirá avaliar muito melhor a reacção do público à comunicação e melhorar a sua qualidade”.

“Acreditamos que esta tecnologia irá mudar radicalmente a forma como a comunicação “out-of-home” é produzida e vendida. As métricas OOH actuais são baseadas em inquéritos e amostragens, são dispendiosas e são pouco rigorosas. Esta inexactidão parece agradar a quem explora o canal, que prefere dizer que “muita gente vê” do que “10000 pessoas vêem”. Quem vende o espaço receia que se verifique que afinal não são 10000 pessoas, mas apenas 1000 ou 100. Pessoalmente, acredito que maior rigor na obtenção de métricas interessa a todos: por um lado, os anunciantes (e incluo nesta categoria os departamentos de Marketing das empresas e as agências de publicidade) podem segmentar e dirigir melhor as suas campanhas; por outro lado, as agências de meios que exploram o canal poderão passar a cobrar valores “premium”, ao trocarem a quantidade incerta pela qualidade certa. Todos ganharão com isso, conclui.

Olga Teixeira

 

nr - Este artigo foi publicado na Event Point nº 2. Por lapso, Nuno Fradique Vieira surge aí erradamente identificado como Nuno Fradique Mendes. Fica aqui a devida correcção, com o nosso pedido de desculpas.

Segurança do público num evento
4.11.2011

A segurança do público é sempre uma preocupação fundamental em termos de segurança em eventos. Num concerto, numa competição desportiva, numa comemoração de um 13 de Maio em Fátima, há que reter esta ideia-chave: as pessoas vão aos eventos sem preocupações de segurança. A segurança é um dado adquirido. Essa preocupação cabe ao gestor de eventos. Sistematizamos de seguida algumas pistas e informações sobre esta matéria, recolhidas no curso de “Segurança e Gestão de Riscos na realização de eventos”, organizado pela Helped Emergency e conduzido pelo Coronel Pimentel Furtado, consultor de segurança.

A gestão do público deve começar muito antes da entrada das pessoas nos recintos e pode recuar até à questão dos transportes utilizados. A sinalética deve ser clara na chegada e dentro do espaço do evento. O retardamento de entrada das pessoas é uma ferramenta importante para não deixar acumular pessoas nas entradas. Obviamente que tem que haver um controlo na entrada de objectos. Tem que estar assegurada uma forma de comunicação com o público. Na existência de um problema esta comunicação não pode ser descurada. A criação de um boato pode ser um risco grave de segurança.

Perigos provocados pela multidão:
. esmagamentos entre pessoas
. esmagamentos contra estruturas fixas
. espezinhamentos
. asfixia por compressão
. balanceamento e oscilação da multidão
. movimentações súbitas e investidas da multidão
. comportamentos agressivos
. confrontos entre grupos rivais
. lançamento de objectos
. escalamento de equipamentos e estruturas
. etc…

Comportamentos inadequados do público

Na gestão de um evento público, o comportamento dos participantes deve ser antecipado. Apresentamos de seguida algumas tipificações de comportamento perigoso. A segurança deve estar permanentemente atenta e detectar logo de início estas situações. Se acontecerem, tem de actuar rapidamente.

moshing: ritual de dança em que as pessoas chocam umas contra as outras. Não é um fenómeno recente e está muito associado a um determinado género de música. Entretanto evoluiu e vulgarizou-se. Estão reportadas algumas mortes provocadas pelo moshing, como por exemplo em 2001 num concerto do Limp Bizkit e em 2007, num dos Smashing Pumpkins.

crowd surfing: um indivíduo é levantado acima das cabeças do público, pelos membros desse mesmo público, e é transportado até ao palco, geralmente para em seguida efectuar o stagediving. Em 2000, no Festival de Roskilde, nove pessoas morreram na sequência de uma situação de crowd surfing. Desde então é ilegal na maioria dos festivais e concertos na Europa.

stage diving: consiste no mergulho do artista, ou de um elemento do público, mergulhar do palco para cima do público. Peter Gabriel, dos Genesis, fracturou o tornozelo numa manobra destas.

pogoing: a multidão pula em sintonia (em caso de terrenos com declive, associado a chuvas intensas, pode provocar deslizamentos de terreno que provocam o colapso da multidão).

skanking: ritual de dança em que se forma um circulo no qual as pessoas chocam umas contra as outras; o circulo acaba por se assemelhar a um redemoinho para o qual são puxadas e empurradas as pessoas que se encontram na proximidade; acaba geralmente com o colapso da multidão associado a pressões enormes sobre as pessoas que se encontram nas camadas inferiores

Obrigações do staff

Há perigos que podem (e devem) ser atenuados. Preparar o recinto para receber a multidão é fundamental.

Perigos provocados pelas características dos recintos:
. escorregamentos e tropeções devidos a falta de limpeza ou manutenção adequada
. separação indevida entre circulação de peões e de veículos
. colapso de estruturas (ex: vedações, barreiras, bancadas, etc.)
. existência de objectos e de equipamentos perigosos não protegidos
. existência de riscos de incêndio, afogamento, etc.
. áreas de circulação congestionadas (ex: roullotes de venda, mobiliário com publicidade, etc.)
. condições inadequadas para uma correcta gestão do público
. etc…

Todos os elementos do staff devem:
. conhecer perfeitamente o recinto e prestar indicações sobre a localização de todas as actividades, equipamentos e serviços
. conhecer perfeitamente todas as entradas, saídas, equipamentos de segurança e postos de primeiros socorros
. conhecer os riscos de overcrowding, estar atento aos primeiros sinais de perigo e reportar à central de segurança
. manter as coxias, zonas de circulação e saídas permanentemente livres, impedir a escalada de equipamentos, mobiliário e a permanência em pé em cima de cadeiras e assentos
. controlar qualquer comportamento violento ou inapropriado
. estar atentos à acumulação de lixos combustíveis ou tóxicos
. estar atentos à existência de objectos suspeitos abandonados
. conhecer os procedimentos de emergência
. saber utilizar os equipamentos de comunicações
. conhecerem-se mutuamente
. etc…

Onde devem estar elementos da segurança:
. Entradas (todas)
. Saídas (todas)
. Perímetro (interno, eventualmente externo)
. Acessos
. Bilheteiras
. Ao longo dos caminhos de circulação, especialmente cruzamentos e bifurcações
. Patrulhas móveis (Homem + Mulher)
. Junto às estruturas e equipamentos
. Áreas reservadas a deficientes, crianças, VIP’se públicos com necessidades especiais
. Casas de banho
. Bares e outras lojas
. Frente de palco
. Palco
. Traseira e lados do palco
. Armazéns e depósitos de equipamentos
. Área dos artistas
. Área VIP

Devem existir ainda equipas de intervenção e equipas de limpeza. Os elementos da segurança têm que estar devidamente treinados e a operação tem de ser simulada.

A comunicação é algo de fundamental. Com o público, como foi dito acima, é fulcral e pode evitar situações complicadas. A comunicação entre o staff deve ser uma máquina muito bem oleada. E a comunicação pública tem que funcionar, até porque nos dias que correm a imagem é tudo (ou quase).

 

Cláudia Coutinho de Sousa

Inquérito:
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