Um dilema que muitos expositores enfrentam é saber que quantidade de informação colocar no seu stand. Para os pequenos expositores, com um ou dois produtos para mostrar, a resposta pode ser bem complicada. Para os grandes expositores, com uma parafernália de produtos e serviços, e que muitas vezes têm vários departamentos, a resposta pode tornar-se um pesadelo. Por vezes há muito a dizer e as empresas querem ter a certeza de que os visitantes recebem a mensagem certa. A solução começa por dar um passo atrás e olhar o stand da perspectiva, justamente, do visitante.
Quem visita uma feira começa a fazê-lo com a melhor das intenções. Passeiam pelo recinto, vêem dezenas de expositores que apresentam uma significativa miríade de produtos. Se existem programas educacionais ou eventos paralelos, provavelmente até vão conferi-los. Mas o cérebro humano processa informação até um determinado ponto. Portanto a lição é de que criar um stand que informa demasiado é contraproducente.
Outra consideração importante: em muitos casos, o visitante já está a par dos produtos e serviços das empresas. Viram na Internet, leram revistas, enfim... já têm conhecimento prévio. Ora, é uma perda de tempo mostrar às pessoas aquilo que elas já conhecem.
A solução é assegurar que a capacidade de atracção do stand é maximizada, isto significa que um bom stand tem que captar a atenção rapidamente sem adicionar mais confusão aos visitantes. É mais fácil dizer do que fazer, claro. O truque é olhar para o mundo do marketing. Somos inundados de cartazes, rádio, televisão, jornais, revistas, dentro e fora dos transportes públicos, nos passeios, no cinema, etc., etc., etc. Parece que não há nenhum espaço vazio que já não tenha sido tomado por um marketer. Os visitantes experienciam o mesmo numa feira.
De modo que, a forma mais produtiva de criar um stand é usar da simplicidade. A questão não é “o que mais dizer”, mas “o que é que eu posso dizer com menos”. Há que pensar então em dois critérios fulcrais: qual é a mensagem e qual o destinatário?
A mensagem
Se perguntar a um expositor para, em duas ou três frases, identificar a mensagem da marca, e se ele hesitar, então claramente o trabalho de casa não está feito. Bob Dallmeyer, um dos gurus da indústria das feiras, costuma dizer: “se não consegue escrever a sua ideia na parte de trás de um cartão de visita, é porque não é uma ideia”. Isto é muito verdade.
E aqueles expositores com muitos produtos que dividem os custos de exposição pelos vários departamentos? Como é que lidam com os conflitos de mensagens? Isto sublinha a necessidade de criar uma mensagem só, em vez de transmitir várias. E uma vez captada a atenção do visitante, pode conduzi-lo para áreas específicas do seu negócio.
Para quem se dirige a mensagem?
Assumir que todos os visitantes que passam pela feira se interessam pela sua mensagem é uma falácia. Na maioria dos casos tentar chegar a toda a audiência não é produtivo. Criar um perfil do visitante que mais interessa e adaptar a mensagem a este perfil. Os resultados vão ser francamente melhores.
Barry Siskind, especialista em feiras
Com o aproximar de eleições, os responsáveis por campanhas politicas sabem melhor do que ninguém que as transmissões televisivas das cerimónias solenes são um meio de que os políticos dispõem para transmitir e reforçar uma sensação de poder, essencial para seduzir determinado eleitorado. São os sectores menos politizados os que, em ultima instância, decidem o resultado das eleições e é sabido que essa franja da população tende a votar no partido ou candidato que à partida parece ter mais condições para ganhar. O poder não se ganha mas pode-se perder, dizem os entendidos.
O prestígio dos candidatos e dos partidos é, por isso, encenado perante o público que assiste às campanhas em casa, sem ter de participar em comicios ou encontros de esclarecimento. Através das transmissões televisivas os espectadores são convidados a fazer parte de uma elite. Mesmo não pertencendo ao círculo do poder, os espectadores sentem-se parte dessa minoria que o detém, ou ambiciona ter.
Para transmitir essa sensação de poder e autoridade tudo tem valor simbólico: a forma como os candidatos se vestem, o comportamento gestual, a linguagem verbal e os rituais que aceitam ou não cumprir. Mas também há que cuidar daquilo que os rodeia: os cenários, os móveis, as bandeiras, o logótipo da campanha, tudo o que aparece em segundo plano e pode atrair ou distrair os espectadores. Esta preocupação com a imagem ou, melhor dizendo, com o marketing dos políticos, não acontece apenas durante o período eleitoral mas ao longo de todo o mandato de quem está no poder.
Todos os actos políticos e todas as aparições em público dos candidatos são (ou deveriam ser) encenadas como um espectáculo capaz de seduzir e captar a atenção do eleitorado. E é aqui que surge a necessidade de ter conhecimentos de protocolo. Este pode ser um poderoso instrumento para reforçar a dignidade e legitimidade dos intervenientes, contribuindo para contrariar a indiferença dos eleitores perante a banalidade de alguns personagens políticos pouco carismáticos.
Em sentido geral, o protocolo é um sistema de comunicação verbal e não verbal, que aplica regras de ordenamento sistemático e regras de comportamento na organização de actos públicos ou privados O protocolo recorre, por isso, à linguagem cénica para fazer com que todos assimilem, sem necessidade de palavras, aquilo que se pretende transmitir: a continuidade ou a renovação, o respeito pela tradição ou a criatividade de uma nova força política. O mesmo cenário pode ser transformado para transmitir alegria ou tristeza, glória ou humildade, luxo ou sobriedade.
A entrada em cena, a ordem das intervenções, a música que acompanha a chegada do candidato, quem aparece ao seu lado, são alguns dos exemplos de como se pode nos dias de hoje transmitir para um público, de diversas idades e culturas, a sensação de poder, prestígio e, ao mesmo tempo, a modernidade de um sistema político que se renova sem esquecer ou negar os elementos simbólicos universais. A organização da campanha deve usar novas tecnologias mas não deve desprezar os velhos rituais.
Em comunicação política é possível transmitir uma imagem diferente emitindo sinais, revelando mensagens, gerando confiança e projectando prestígio. Seja num congresso ou encontro partidário, seja na organização de uma volta pelo país de um candidato a determinado cargo, todos os pormenores contam. Basta uma pequena falha para estragar uma imagem construída ao longo dos tempos. E tanto faz ser em Lisboa como na aldeia mais remota. Os meios de comunicação encarregam-se de ampliar a gafe até à exaustão.
O conceito de imagem pessoal, seja no sentido da percepção que os outros têm de nós, como no sentido do que somos na realidade, é uma obsessão dos nossos dias. E nenhum político com ou sem experiência o pode ignorar. A questão essencial é saber se é mais importante ser ou parecer. Mas em comunicação política, ninguém é competente se não parecer competente.
Para além do programa que defende, mas que pouca gente se dá ao trabalho de analisar, o candidato, ou a sua equipa, tem por isso de preocupar-se com os cenários de todos os eventos, com o tipo de roupa para cada ocasião, com o lugar que lhe é atribuído nos debates, com o plano de sala e da mesa principal nos múltiplos jantares de apoio, com o cronograma dos comícios, etc. Todos os aspectos da imagem pública do candidato têm que ser planeados e nenhum deve ser descurado. A imagem não é apenas uma representação visual mas uma abstracção intelectual, a ideia que fazemos ou a opinião que temos sobre determinada pessoa ou instituição.
Assim, os eventos políticos contribuem para confirmar a imagem que já temos sobre um partido ou uma personalidade, mas podem também surpreender-nos e fazer-nos mudar a intenção de voto.
Manda o marketing político que as campanhas eleitorais sejam recheadas de acções de divulgação e de projecção dos políticos, das suas ideias e objectivos.
Os tradicionais comícios, manifestações e sessões de esclarecimento são desde sempre, na verdadeira acepção da palavra, eventos. Porém, temos vindo a assistir a uma tendência para conferir um cada vez maior carácter lúdico e espectacular às iniciativas de cariz político, mesmo as que em princípio não seriam destinadas ao grande público, como os congressos, mas que acabam por ser transformadas em enormes manifestações de pujança partidária, difundidas a toda a nação através dos órgãos de comunicação social, mormente a televisão. Temos horários de congressos alinhados, pressionados e até distorcidos de acordo com os horários nobres das televisões. Cenários, imagens e plateias arquitectadas para projectar uma imagem televisiva, mais importante de facto do que a realidade vivida na sala do congresso.
O direito de reunião e de manifestação encontra-se devidamente protegido pelo artigo 45º da Constituição da República e a sua aplicação regulada pelo decreto-lei 406/74 e pelas leis eleitorais relativas a cada um dos diferentes tipos de eleições.
Basicamente a lei reconhece a todos os cidadãos o direito de se reunirem e manifestarem pacificamente e sem armas, em qualquer lugar, mesmo que aberto ao público, sem necessidade de qualquer autorização, devendo no entanto os promotores da manifestação, comício, reunião ou congresso, informar por escrito e com a antecedência mínima de dois dias úteis, o governador civil do distrito ou o presidente da câmara municipal, conforme o local do evento se situe ou não na capital de distrito.
Os comícios, desfiles e cortejos podem realizar-se em qualquer dia e hora, respeitando apenas os limites impostos pela liberdade de trabalho e de trânsito e pela manutenção da ordem pública, bem como os decorrentes do período de descanso dos cidadãos. Não poderão prolongar-se para além das 00h30m fora dos períodos eleitorais e até às 02h30m durante estes períodos.
Não é permitida a presença de agentes da autoridade em reuniões organizadas por qualquer candidatura, bem como no caso de comícios ou manifestações, sempre que se realizem em recintos fechados, a não ser por solicitação dos promotores do evento. Ficam porém, estes promotores, responsáveis pela manutenção da ordem dentro do recinto.
A realização de contramanifestações ou de tentativas de boicote aos eventos políticos por parte de elementos estranhos, constitui crime e compete às forças de segurança impedir que estes se consumem.
Nos tempos que correm, a possibilidade de organizações terroristas transnacionais utilizarem os períodos eleitorais e os eventos a eles associados para perpetrarem os seus ataques é uma realidade que tem que ser considerada. Os ataques de 11 de Março de 2004 em Madrid, e as consequências que tiveram nos resultados das eleições que então decorriam em Espanha, só vieram reforçar junto dos diversos tipos de terroristas a convicção das potencialidades e da eficácia de tais métodos.
A possibilidade, que as campanhas eleitorais proporcionam, de poder proceder a ataques contra os elementos mais destacados das estruturas políticas dos diversos partidos, de alguns órgãos de soberania (ministros, secretários de estado e deputados), euro-deputados e membros de órgãos autárquicos é, desde sempre, um poderoso aliciante para a realização deste tipo de acções em eventos públicos de natureza política (no preciso momento em que estas palavras foram escritas, a família real Holandesa sofria um atentado, perpetrado com um veículo lançado contra o autocarro em que seguia, por ocasião do Dia da Rainha). A presença do público aquando da prática dos ataques, bem como dos órgãos de comunicação social, servirá de estímulo adicional para pessoas desequilibradas, para terroristas e para todos aqueles que praticam este tipo de ataques em nome de uma qualquer causa ou revolta.
Claro está que a segurança do público em geral é também uma preocupação a ter na realização destes eventos. Assim sendo, as condições de segurança estrutural e contra incêndios dos recintos, abertos ou fechados, onde se realizam estes eventos têm que ser tidas em consideração, conforme o disposto no novo regime jurídico da segurança contra incêndio em edifícios (decreto-lei 220/2008 e portaria 1532/2008).
Finalmente, mas não menos importante, falta referir a faceta quase sempre oculta das condições de segurança e de higiene no trabalho de todos aqueles que colaboram, como trabalhadores assalariados, voluntários, ou seja a que título for, na organização, montagem, execução e desmontagem dos eventos. Da montagem de palcos aos sistemas de som, passando pelos cozinheiros de petiscos tradicionais ou das febras, da pequena festa comício da aldeia à já célebre e profissionalizada Festa do Avante, do militante voluntário ao artista pago a preço de ouro, todos, sem excepção, têm direito a prestar o seu trabalho em condições de segurança e de saúde adequadas. Também neste tipo de eventos, cabe aos seus promotores, zelar pelo cumprimento pleno das boas condições de trabalho dos seus colaboradores.
Coronel Pimentel Furtado, especialista em segurança
Há muito a fazer nas festas políticas e a primeira delas é acabar com o uso indiscriminado de músicas do Vangelis. É um crime, não é bom nem para o músico nem para os políticos e tem o mesmo efeito que os risos enlatados nas séries supostamente cómicas: fica ridículo. De resto, quando se fala no Vangelis há sempre alguém que pergunta: “Esperem lá, mas esse gajo já não morreu?” E, com franqueza, a ideia do fim, a ideia da morte, é tudo o que um líder partidário deve fugir a pés juntos. Ou separados, se der mais jeito. “Olha, acaba de chegar o líder do partido ao som do Vangelis!”, alguém comenta. E, de imediato, a resposta: “O quê, esse gajo ainda não morreu?”
As festas políticas são um embuste porque ninguém se diverte. Não porque não queiram – é claro que querem –, mas porque não podem. Os políticos padecem do mesmo problema dos futebolistas: publicamente não podem segurar um copo, sem ouvir desde logo uma carrada de injúrias. Eu não acho justo. Tanto futebolistas como políticos, quer o queiramos admitir ou não, são pessoas iguais a nós, que também temos as nossas responsabilidades mas, com franqueza, podemos muito bem estragar-nos durante um fim-de-semana inteiro, à frente de toda a gente, sem que tenhamos que levar com comentários do tipo: “Este quer é poleiro e copos”, “E depois não correm, pois claro que não correm!”, “ A esta horas e ainda aqui. E depois faltam aos treinos, então não haviam de faltar!”. Ou ainda, “Vão para a televisão falar sobre a crise, mas depois metem-se é nos copos!”. Vamos cá ver, eu não sou político nem futebolista, e como sou do entretenimento quase tudo me é permitido, mas porque raio estas duas classes não o podem fazer, já que nos divertem tanto? Não concordo. E não acho que seja justo que, só por o país estar em crise, os políticos se metam em casa a carpir as suas mágoas com a cabeça entre os joelhos. Ou que os jogadores do Benfica, por terem perdido um jogo, tenham que ir para o quarto visionar partidas a preto e branco da década de 60. Se bem que este último exemplo não me pareça muito descabido, a verdade é que a expressão “Afogar as mágoas!” existe precisamente para afogá-las. E os políticos e futebolistas, por mais que custe a alguns, precisam tanto disso como nós.
Daí que se fale tanto de promiscuidade entre política e futebol. Pudera, estas duas classes têm tanto em comum, que estranho seria se não se unissem e apostassem tudo nas festas privadas. Porque públicas, como já se viu, estamos conversados. Aliás, alguém no seu perfeito juízo concebe uma festa tipo “White sensation” em que a dada altura surge um senhor ao som do Vangelis e começa a discursar em tom áspero e angustiado, próprio de quem vai ali anunciar uma espécie de cataclismo emergente de que – e isto é o mais importante - só ele nos poderá salvar? Digam-me, alguém imagina este cenário? Reparem só: tudo a dançar no “White sensation” e, de repente, Vangelis e uma voz que diz: “Meus amigos, camaradas, temos que reduzir nos copos porque está provado que é nocivo para a saúde e temos que deitar cedo porque amanhã é outro dia. E já são 2 da manhã, meus amigos!” E posto isto, a multidão aplaudia e, de punho erguido, dizia em uníssono: “White sensation! White sensation! White Sensation!”
Pois, isto não tem sentido nenhum e as festas dos políticos deviam ser mais sinceras e menos interesseiras. Não que as outras também não tenham um preço a pagar, mas pelo menos disfarçam. E eu, quando vejo aqueles jantares organizados pelos partidos em tendas grandes e mesas de plástico, fico sempre com a ideia de que, quem está ali, não foi para ouvir discursos mas sim para comer. O que me parece legítimo. Contudo, os políticos e a política deveriam abandonar esta quase chantagem do tipo “Eu dou-te comida, tu votas em mim!” para algo mais sincero “Eu faço-te feliz, e divirto-te, e tu votas em mim!”
Fernando Alvim, comunicador
Decorrente da minha vida profissional tive o privilégio de partilhar várias horas e momentos de trabalho com Luís Lourenço (biógrafo e autor de vários livros sobre José Mourinho, tendo publicado uma Dissertação de Mestrado sobre o mesmo). Após a leitura de vários livros do Luís, cheguei à conclusão de que podemos realizar algum benchmarking entre a liderança de uma equipa de futebol e uma equipa profissional de eventos.
Ao investigar a obra “Liderança – As lições de Mourinho”, podemos retirar algumas ideias fortes que Mourinho utiliza na sua liderança e gestão de equipas e que podemos utilizar na organização de eventos:
A Globalidade – devemos encarar um evento como um todo complexo, em que tudo está interdependente e se relaciona. Na organização de eventos não devemos separar áreas, mas sim integrá-las como um todo.
Treino do todo – a equipa do evento deve ser treinada e formada num ambiente o mais real possível. Nos ensaios e preparação, a realidade deve ser simulada até ao mais pequeno pormenor. Não podemos descurar que em eventos muitas vezes é o pormenor que marca a diferença.
Contextualização– o evento deve ser sempre encarado num determinado contexto. Neste sentido qualquer interpretação da realidade deve ser contextualizada. Cada profissional é determinante num certo contexto e deve sê-lo num objectivo colectivo e complexo, não podendo relevar para segundo plano a equipa como um todo determinante.
Sistematização – na organização de eventos temos que sistematizar o que é fundamental e não relevar o que é acessório. A teoria é a semente que indica o caminho da prática tendo sempre em consideração as circunstâncias do caso concreto. De forma a afastarmos o acessório devemos sempre estar atentos, observando e reflectindo sobre o que é correcto e eficaz.
Operacionalização – há que operacionalizar as conclusões retiradas da reflexão sistematizada. Não devemos ficar ancorados a soluções e formas de fazer passadas. Muitas vezes o caminho mais correcto é o da inovação ao nível de processos e metodologia. No entanto devemos ter sempre em consideração toda a complexidade da organização de eventos.
Futuro – toda a equipa deve partilhar da mesma visão do futuro. O presente só tem sentido quando pensamos no futuro. A nossa motivação como organização deve ser concretizada num pensamento de futuro, sucesso e resultados.
Imprevisibilidade– pensar e organizar eventos é prever tudo o que possa acontecer. Neste contexto devemos antecipar cenários e minimizar ao máximo os imprevistos. O bom planeamento pode ser uma arma eficaz para antever e resolver problemas que possam surgir.
Emocionalidade – O coordenador ou líder de um evento deve promover a inteligência emocional e criar relações de compromisso. A empatia e honestidade devem imperar numa equipa de eventos. Por sua vez a liderança de um evento deve ter uma elevada auto-estima, de forma a motivar ainda mais a sua equipa.
Controlo indirecto – é através do treino que a equipa interioriza a cultura, valores e princípios. É determinante que todos os membros da equipa partilhem da mesma forma de estar. A equipa funciona bem e é eficiente quando todos os membros têm o mesmo comportamento perante a mesma situação.
Supremacia do Grupo – a equipa deve ser um todo coeso e solidário, não existindo espaço para destaques individuais. O destaque deve ser sempre remetido para a equipa como um todo complexo. O sucesso e os resultados devem-se sempre ao trabalho e dedicação de todos e não emana de celebridades.
Por Alexandre Real, Director da SFORI
“Nos próximos cinco anos as feiras profissionais vão passar a não usar papel”. Esta foi uma previsão que ouvi numa conferência onde estive recentemente. Quando falo sobre isto aos meus clientes, eles olham com desconfiança e argumentam desta forma:
. Como é que vamos dar informação aos nossos clientes se não temos literatura no stand?
. Os visitantes querem levar informação para casa!
. Que impressão é que vamos dar se não temos nada para entregar?
Se estas questões lhe parecem familiares, então deve repensar os objectivos da sua participação em feira e procurar uma nova estratégia. Primeiro porque participar numa feira não é simplesmente um meio de disseminar literatura. Um stand é um ambiente físico onde expositor e cliente (e possível cliente) se reúnem para encontrar soluções.
À medida que o seu cliente se torna cada vez mais jovem (geração X) a necessidade de passar muito tempo no stand a conversar sobre os produtos e serviços decresce. A audiência sente-se confortável em receber a informação online. Além disso pertencem a grupos nas redes sociais onde discutem esses produtos e serviços e provavelmente já têm a informação sobre o seu, ou visitaram o site. É quase indiferente se lhes dá a informação impressa no stand. Em segundo lugar há que considerar os custos em imprimir os panfletos e em transportá-los ou armazená-los.
Estudos demonstram que 95% do material recolhido numa feira não é lido. Este facto faz pensar no investimento que se faz na impressão e o retorno que este tem. Difícil de justificar, não é? Não estou com isto a dizer que não há necessidade de literatura, mas que os marketeers têm que encontrar outras formas de distribuição que garantam, de facto, a leitura da informação.
Em relação aos custos, experimente isto. Calcule o custo total do stand e divida pelo número de metros quadrados contratados. Rapidamente percebe que o espaço onde guarda este material tem um custo considerável.
Uma última consideração tem que ver com o ambiente. Os estudos revelam que as pessoas privilegiam cada vez mais as empresas que dêem passos positivos na protecção do meio-ambiente. Excesso de papel no seu stand pode passar uma mensagem negativa.
A solução passa por repensar as sua estratégia de apresentação. Num mundo em que 70% da população dos países desenvolvidos está ligada à rede, a disseminação electrónica faz sentido. Numa feira profissional, lembrar aos visitantes o endereço da sua página web, onde está inserida toda a informação, faz todo o sentido.
Será que as feiras vão deixar de usar papel daqui a cinco anos? Espero que sim! Há tantas vantagens nisso....

















