Tenho quase a certeza que o tempo em São Jorge passa mais devagar. Que as horas têm mais de 60 minutos e os minutos mais segundos do que o normal. Apesar desta impossibilidade metafísica, o facto é que este correr devagar do tempo, ainda que ilusório, aliado a uma paisagem que, para onde quer que se olhe, é de cortar a respiração, e a um modo de vida singular, têm o dom de aquietar o espírito e alimentar a alma.
Aqui tem-se a verdadeira noção de arquipélago. As restantes ilhas do grupo Central, o Pico, o Faial, a Graciosa, e até a Terceira, são visíveis a partir de São Jorge. A montanha do Pico está sempre presente, vigilante, hipnotizadora. E está a uns escassos 20 kms de barco. A travessia entre as duas ilhas é feita de manhã e ao final da tarde. A questão das acessibilidades é a mais sensível para quem aqui mora, não há dúvidas, mas também para o desenvolvimento do turismo. É difícil conciliar as necessidades da população (e do turismo) com uma oferta aérea sustentável. São Jorge é servido por um aeroporto, com ligações à Terceira e a São Miguel. A tarifa alta é a principal queixa da população.

São Jorge dá nome a um dos mais conhecidos queijos portugueses, e que aqui é fabricado. A Dona Graça explicou-nos o método de fabrico do Queijo da Canada, um projecto do marido, Manuel Soares Silveira, que queria preservar a forma tradicional de fazer o queijo. Para isso montou uma pequena queijaria. Com 50 vacas produzem anualmente 10 a 12 toneladas de queijo. E não têm nenhum problema de escoamento. A grande particularidade do queijo é ser à base de leite cru. “O queijo de São Jorge só pode ser feito em São Jorge”, lembra a Dona Graça, que nos conta que demora quatro horas a fazer o queijo, mas só é possível vendê-lo passados 60 dias. O regresso à agricultura é um movimento a que se assiste nesta ilha, que um dia chegou a ser auto-suficiente. Aqui produz-se café, caso único na Europa, lembra António, o nosso guia, e cultivam-se frutos tropicais, entre outros produtos.

Uma das grandes particularidades desta ilha são as Fajãs, terrenos planos, junto ao mar, formados por lava e outros detritos das falésias. Em São Jorge destacam-se a Fajã do Ouvidor, a dos Cubres, Caldeira de Cima, Ribeira da Areia, Caldeira de Santo Cristo, Vimes e a de São João. A ilha, cuja origem é vulcânica, viveu a sua última erupção em 1808. A zona da Urzelina foi destruída e só a torre da Igreja sobreviveu. O milagre é atribuído ao Espírito Santo. Aliás, a fé no Espírito Santo é algo muito presente nos Jorgenses, desde o tempo dos povoadores. Em cada terra há um Império dedicado ao Espírito Santo, e ao domingo celebram-se as festas.

A Igreja de Santa Bárbara é um dos monumentos mais importantes da ilha. Em 1485 um pescador encontrou no mar uma imagem da santa, o que originou a construção de um templo. A actual igreja foi edificada sob esse templo em 1770. Destaca-se a talha dourada que cobre o altar e o tecto em forma de barco. Mas mais do que este ou aquele monumento, são as paisagens as verdadeiras protagonistas. O verde das montanhas, onde pastam vacas, desafiando muitas vezes as leis da gravidade, o azul do mar, onde volta e meia aparecem uns golfinhos, o castanho das falésias, imponentes, e o branco das nuvens, que por ali passam, quase todos os dias.
Espaços
Auditório de Velas
Avenida da Conceição
9800-521 Velas
Hotel São Jorge
Avenida dos Baleeiros, S/N - São Jorge
9800-526 Velas
Onde ficar:
Quinta de S. Pedro
Turismo em Espaço Rural
9800-505 Velas
Casa do António
Rua Infante D. Henrique, 21
9800-544 Velas
Hotel São Jorge
Avenida dos Baleeiros, S/N - São Jorge
9800-526 Velas
Onde comer:
Restaurante Fornos de Lava
Travessa de S.Tiago, 46
9800-347 Santo Amaro
Cláudia Coutinho de Sousa
(Em São Jorge a convite da Azores Natur)
Em Istambul reside uma “micro” Turquia de gente que tanto podia ser do Norte da Europa como das estepes asiáticas das quais tantos povos invadiram o território dos antigos sultões. O país tem séculos de uma história turbulenta, onde estiveram quase todas as potências mundiais da sua altura, desde gregos a romanos, passando por persas e hititas. Mas o país não está agarrado a um passado que serve, no entanto, para construir o futuro. Com uma economia em expansão a Turquia repensa cada vez mais os seus planos permanentemente frustrados de aderir à União Europeia, com um ressentimento que se vai transformando em indiferença.
Mesquitas e igrejas com 1500 anos
99,8% dos turcos são muçulmanos o que não os impede de viajar pelo seu país e visitar as antigas igrejas dos bizantinos, algumas delas com 1.600 anos. A Capadócia concentra muitos destes templos, construídos dentro das famosas chaminés de fada, estruturas de calcário que pintam de amarelo a paisagem da região. Com uma população de 78 milhões de pessoas, o turismo interno é cada vez mais uma forma de dinamizar a economia, que conta ainda com milhões de turistas estrangeiros todos os anos. A Turquia é um dos poucos países muçulmanos que permite sem grandes restrições as visitas às mesquitas centenárias que os sultões todo-poderosos que governaram o país até aos inícios do século XX. Desde a mágica Hagia Sophia, em Istambul, hoje transformada em museu, até à mesquita Azul, onde quem reza se cruza com turistas cobertos à pressa com lenços azuis. E mesmo à mais desconhecida mesquita de Bayezid que sem querer obriga a prestar atenção ao que por lá se diz, mesmo que seja numa língua incompreensível.

Istambul ainda é Constantinopla
Istambul é hoje também uma cidade onde se fazem negócios e se recebem congressos. Uma visita rápida ao “site” do centro de congressos da cidade, com capacidade para cinco mil pessoas, http://www.icec.org/en/index.asp permite constatar que Istambul está hoje bem colocada no mundo da Meetings Industry. Aliás, a cidade conta com um “Congress Valley” que lhe permite receber 25 mil congressistas de uma vez, apoiada por 269 hotéis entre três e cinco estrelas, num total 36.444 quartos.
A velhinha Constantinopla continua a ser uma metrópole movimentada, com 12 milhões de habitantes que trabalham na Europa, mas vivem na Ásia. Entre palácios e monumentos, modernas pontes atravessam o Bósforo, mas a cidade consegue manter uma certa aura romântica e exótica. A Constantinopla de hoje é mais a movimentada praça Taksin, com as lojas de moda Mango e Zara, com modelos bem tapados, com túnicas compridas e véu na cabeça. Na Turquia, a moda é importante, e mesmo quem opta por usar modelos mais tapados chama a atenção pelos sapatos, pelas malas Prada, as unhas pintadas e a maquilhagem nos olhos. Os homens de negócios circulam pela cidade em carros de luxo, nas estradas ordenadas e bem pavimentadas.
Mas Istambul não deixará nunca de ser a cidade do Expresso do Oriente, que ainda hoje parte de Paris em direcção à cidade turca. Por 6.980 euros são seis dias dentro do livro de Ágatha Christie onde no século XXI se janta à luz das velas na carruagem-bar.
A moderna Constantinopla tem um metro ligeiro, outro subterrâneo, autocarros, comboios e dois aeroportos. Para quem se desloca em negócios são muitas as alternativas.
Riviera turca
Outro pólo de atracção para o sector MI é a cidade de Antalya, em cima do Mediterrâneo, o centro da chamada “riviera turca” com voos regulares e baratos e vários centros de congressos, dos quais o principal é a “Glass Piramyd” (Pirâmide de Vidro), com capacidade para 2.800 pessoas. Globalmente, Antalya tem capacidade para mais de 6.700 congressistas e hotéis bem capazes de receber o fluxo de visitantes. Antalya está cada vez mais nas rotas turísticas europeias, sobretudo alemãs e inglesas, com “resorts” de luxo ou hotéis mais simples no bairro antigo de Kaleiçi. Para quem gosta de diversão nocturna e dias de praia com banhos no Mediterrâneo é o ideal. Os voos baratos e o grande aeroporto de Antalya facilitam a vida aos congressistas que todos os anos se deslocam a uma cidade que tem menos da Turquia dos sultões e mais de resort do sul da Europa. Os grandes hotéis da cidade são palco de várias conferências, segundo o “site” do Antalya Convention Bureau. Nos tempos livres podem dar um saltinho à antiga cidade romana de Aspendos, com o seu teatro impecavelmente conservado e ver um concerto de ópera.
O maior centro de congressos da Europa
Na costa do Egeu, virada para a Grécia, está a cidade de Kusadasi, um conhecido destino de cruzeiros bem próximo das famosas ilhas gregas. A poucos quilómetros da cidade de Éfeso, Kusadasi está a caminho de se tornar na capital europeia dos congressos. O gigante KOMER Congress Valley estava a ser construído na cidade, mas por todo o lado congressos e eventos são anunciados nas centenas de hotéis e “resorts” da região. O mega centro de congressos terá capacidade para 9000 pessoas. A Turquia quer ser líder europeia da indústria de MI e está a investir agora nesse turismo como parte do processo de crescimento económico. De Kusadsi é um só pulinho à milenar Tróia ou a paraísos escondidos como a pequena cidade de Kas, a não perder para quem tem espírito para andar de mochila às costas. A famosa Pamukkale está a quatro horas de autocarro, com as suas paisagens brancas de neve, mas onde o frio é pouco comum. A região é um dos cartazes do turismo da Turquia, mas por isso mesmo é também das mais exploradas pelos operadores do sector no país. Pouco indicada para quem prefere o sossego de Kas.

Turismo cresce com MI
No ano passado, no congresso da Associação Portuguesa de Agentes de Viagens e Turismo (APAVT) não foram as mil maravilhas naturais e históricas que inspiraram a apresentação da delegação turca. Com 27 milhões de visitantes anuais, o país ambiciona chegar aos 53 milhões em 2023. E é a indústria dos congressos e eventos o principal motor desta estratégia. Entre projectos culturais e congressos farmacêuticos e de astrónomos, a Turquia pode no futuro rivalizar com outros gigantes europeus (Alemanha por exemplo) no sector de MI. As receitas do turismo em 2009 na Turquia foram de mais de 15 mil milhões de euros, impulsionadas por 67 aeroportos com uma capacidade anual de 110 milhões de passageiros. Destes, 25 são internacionais, com 16 companhias aéreas privadas a operar. A Turquia continua a ser um país predominantemente rural, com 30% do emprego a concentrar-se na agricultura, mas neste país de contrastes são abundantes as companhias aéreas “low cost” (Pegasus, AtlasJet) com voos baratos a ligar todo o país. A companhia aérea de bandeira, a Turkish Airlines, conta com 141 aviões. As autoridades de turismo turcas detalham que há 28 marinas com uma capacidade para 10.200 embarcações, 9.000 guias turísticos licenciados (identificáveis pela camisa azul) e mais de 6.000 agências de viagens. A Turquia tem mais de um milhão de camas disponíveis e é cada vez mais um destino para europeus, mas não só. Atrai turistas dos 5 continentes. E é um sítio onde se fazem cada vez mais negócios, um pouco à margem da crise europeia. Uma das grandes vantagens de optar pela Turquia é também o custo. Ainda não é caro viajar para o país mesmo que seja em negócios. E os turcos normalmente estão abertos a regatear os preços, ainda que com menos ânimo do que outros povos da região
Pai da Nação
A moderna nação turca nasceu em 1923, dos destroços da antiga pátria dos Otomanos que durante séculos dominou a região e mesmo uma grande parte da Europa. Depois da I Guerra Mundial, o herói nacional Mustafá Kemal liderou o país na direcção das reformas e da modernidade. Mais tarde chamado de “Pai da Nação”, “Ataturk” é uma figura omnipresente na vida turca ainda hoje. Fotos, quadros e “souvenirs” com a imagem de Ataturk parecem estar em cada casa, estabelecimento, museu ou monumento do país. A Turquia de hoje continua a ser um gigante como foi nos tempos antigos. E o crescimento económico leva o país a estar cada vez mais longe da União Europeia, a que, em tempos, tanto quis pertencer, e mais próximo dos seus vizinhos do Médio Oriente: o Irão, Iraque e a Síria. As questões dos direitos das mulheres, das minorias e da divisão do Chipre foram um dos entraves à entrada da Turquia na EU, mas os turcos sentem-se sobretudo humilhados pela adesão de países como a Bulgária. A crise que atinge o continente europeu também deixa os turcos receosos da adesão, numa altura em que os arqui-inimigos gregos estão a colocar em causa as fundações do Euro e da própria União Europeia.
Durante milénios, a Turquia foi palco de alguns dos acontecimentos que mudaram a história da humanidade. A filosofia foi “inventada” no país por gregos que tinham muito tempo entre mãos e uma paisagem inspiradora. Alexandre o Grande tornou-se efectivamente rei da Ásia quando cortou o nó górdio perto da actual capital Ankara, um mito de séculos derrubado pelo general macedónio e que lhe abriu o caminho do Oriente. A Virgem Maria viveu os seus últimos dias numa casa em Efeso na Turquia. Até o Pai Natal é originário da cidade de Patara e viveu como Bispo na zona de Demre, em Myra, local de imponentes ruínas licias e romanas. Agora o país prepara-se para mudar a indústria de MI na Europa.
Maria Pereira
Fotos: Cláudia Coutinho de Sousa
A viagem do aeroporto para a cidade deixa algumas suspeitas no ar. Da janela do táxi o que se vislumbra é uma paisagem árida, despida, sem vegetação. Até que se avista o mar, o areal, a marginal e damos uma nova oportunidade à ilha. E em boa hora. O centro de Las Palmas é interessantíssimo.
Neste destino de sol e mar – dizem que tem o melhor clima da Europa -, o Palácio de Congressos de Las Palmas (ou Auditório Alfredo Kraus) é o equipamento mais importante na oferta de Las Palmas para o sector MI. As condições para ali organizar eventos são reconhecidamente boas, apoiadas por infraestruturas hoteleiras, algumas a alguns metros a pé. A ilha cresceu em população e economicamente sobretudo devido ao impacto do sector do turismo. Proliferam restaurantes e lojas, e a actividade cultural é dinâmica. O Porto da cidade é um dos mais importantes da Europa.
A Gran Canária é uma ilha de origem vulcânica, alinhada com o deserto do Sahara, pelo que os contrastes entre esta paisagem e o azul turquesa do mar, são notáveis. São várias ilhas dentro da mesma. O sul recheado de praias com grandes areais, o norte, com pequenas praias a entrecortar as montanhas. Também o clima é diferente de uma zona para a outra. Em termos de incentivos a oferta natural é diversificada, desde praias, passando pelas montanhas, e até uma zona de deserto (dunas de Maspalonas), mas também histórica. Na ilha estiveram povos aborígeneres, colonizadores, piratas, Cristóvão Colombo, e até uma grande comunidade de portugueses, que aqui permaneceram durante cerca de 200 anos. Além disso, há tradições e jogos que surgiram na Gran Canaria, nomeadamente a “lucha canaria” (luta canária) e a vela latina.
A herança histórica e cultural de Las Palmas está, sobretudo, concentrada no bairro de Vegueta, Património Mundial da Humanidade, reconhecido pela Unesco em 1990. Este bairro fazia parte do primeiro aglomerado populacional da ilha. Hoje vale a pena visitar a Catedral de Santa Ana, o edifício mais icónico da cidade, a Casa Museo de Cólon, onde Cristóvão Colombo se hospedou quando empreendia a sua descoberta da América, o Museu Canário ou Centro Atlântico de Arte Moderna.
Contactos
Gran Canaria Convention Bureau
Tel: +34 928 261 570
info@grancanariacb.com
www.grancanariacb.com
Palácio de Congressos de Las Palmas
Tel: + 34 928 49 17 70
info@pcongresos-canarias.com
www.pcongresos-canarias.com
Cláudia Coutinho de Sousa



O Palácio de Congressos das Canárias está situado na primeira linha de praia e é um espaço totalmente aberto ao mar. O maior exemplo disso é a gigantesca, e espectacular, janela do auditório principal, a Sala Sinfónica, cuja vista do Atlântico faz libertar uns quantos “uaus”. Percebe-se, em cada detalhe, que a inspiração do arquitecto Óscar Tusquets para este edifício foi o oceano, daí a sua forma de farol, e a sensação com que se fica, ao percorrê-lo, de deambular nas ondas do mar.
Também conhecido por Auditório Alfredo Kraus, o equipamento, pensado para ter a dupla função de acolhimento de actividades culturais, e de reuniões, congressos e exposições, dispõe de 25 salas, muitas delas com luz natural. A maior delas, a já referida Sala Sinfónica, tem capacidade para 1668 pessoas. A Sala Polivalente tem uma característica interessante, um sistema hidráulico que permite em poucos minutos ocultar, automaticamente, as 400 cadeiras. As salas de exposição foram construídas a posteriori, com risco do mesmo arquitecto, e estão divididas por três pisos.
Este Centro de Congressos, membro da ICCA, é o verdadeiro farol da cidade quando se pensa no turismo de negócios.
Cláudia Coutinho de Sousa
O ambiente sociopolítico e económico estáveis, a localização geoestratégica privilegiada, a disponibilidade para investimentos turísticos, a abundância de mão-de-obra a custo relativamente baixo e facilmente treinável para o desenvolvimento de competências, a abundância de recursos naturais são alguns dos factores apontados por Jeremias Manussa, do Inatur – Instituto Nacional de Turismo, para se investir em Moçambique. Estes motivos foram apresentados no decorrer da acção “Moçambique, Um Destino, Um Investimento”, dirigida a empresários portugueses, uma iniciativa da responsabilidade da Moving Brands International Consulting e do Inatur, o instituto que tutela o turismo em Moçambique.
“A questão principal é que o país elegeu o turismo como uma das áreas-chave, um dos pilares para o desenvolvimento económico, e daí que a partir do ano passado decretou algumas zonas com potencial para o desenvolvimento do turismo e aprovou dois projectos que podem galvanizar o desenvolvimento do país: o Arco Norte (que abrange três províncias a Norte) e o Âncora (mais a Sul). Há disponibilidade para investimentos nessas zonas, não só para infra-estruturas turísticas como também para serviços e produtos de apoio, como estradas e comunicações, por exemplo”, referiu à Event Point Jeremias Manussa.
Moçambique foi apresentado como um destino de investimentos. O Governo fez um estudo para levantar tudo o que é necessário para cada uma das zonas de interesse turístico, em termos de serviços e produtos, como restaurantes, bares, número de camas necessárias, centros comerciais, necessidades de construção, etc., serviços que podem qualificar Moçambique como um destino turístico de classe mundial.
Presentes no Edifício da Alfândega estiveram empresários da área da construção, aviação, têxtil, turismo/hotelaria, medicina dentária, entre outras. “Queremos fazer ver ao mundo que estas oportunidades existem. Por causa das relações culturais e do passado, Portugal era um dos países a convidar… Quisemos convidar os investidores portugueses para tomarem a dianteira”, referiu o representante do Inatur.
Maria João Leite
O sol desce sobre a Jema El Fna e ninguém nos prepara para o que se segue. Dos minaretes sai um som quase hipnótico. É altura de rezar. Mas a praça não pára, está electrizante. Sem reservas, é preciso mergulhar de cabeça naquele ambiente. É por isso que tantas empresas e associações escolhem Marraquexe para os seus eventos. Porque uma só cidade oferece o conforto exigível para o segmento de negócios e um mundo verdadeiramente exótico, tão perto da Europa.
É preciso uma boa dose de sentido de orientação para percorrer a labiríntica medina de Marraquexe. Mas talvez seja esse um dos maiores prazeres em visitar uma cidade, deixarmo-nos surpreender a cada esquina. Os sons, cores, sabores, cheiros dos souks (mercados) colocam os sentidos em sentido! A experiência só fica completa quando se entra no jogo de regatear. Perder ou ganhar, depende da perspectiva. Nós achamos sempre que fizemos um bom negócio. O processo pode ser bastante cansativo. Impõe-se, por isso, repousar na companhia de um chá num dos cafés da medina.

Fora do rebuliço da cidade velha, o Palácio Menara e os Jardins Majorelle são visitas incontornáveis. No caminho é possível verificar os contrastes entre a medina e a parte nova e rica da cidade. É aqui que estão localizados os grandes hotéis e resorts, e onde se realizam a maior parte dos congressos e eventos, nomeadamente o Palmerais Golf Palace, Royal Mirage, Sofitel, Medirien, Essaadi e o Kenzi Farah.
O Centro de Congressos é composto por dois anfiteatros, uma sala de banquetes e duas salas de reuniões. 5500 pessoas é a capacidade da infraestrutura que pode também receber feiras e exposições, tanto no interior, como no exterior. Marraquexe e os arredores são também destinos por excelência de viagens de incentivo.
Uma viagem até ao Sahara
Tendo como base Marraquexe, é possível fazer uma viagem ao deserto do Sahara, quer de forma particular, quer numa das muitas viagens em grupo, publicitadas por toda a cidade. O caminho é longo, árido, com subidas íngremes e descidas vertiginosas, curvas e contra-curvas, aldeias pobres e oásis verdejantes. Ouazarzate é a ante-câmara do Sahara. Aqui são gravados muitos filmes de época nos mega estúdios localizados à entrada da cidade. Lawrence das Arábias, o Gladiador, a Última Tentação de Cristo são alguns exemplos.
A pouca distância fica Merzouga, que é uma das mais consensuais entradas no deserto. Claro que a grande experiência é ir de camelo. Não é fácil, deixa mazelas, mas vale completamente o esforço. E dormir no deserto, sob as estrelas brilhantes, é uma daquelas sensações que nunca mais se esquecem. Tal como o amanhecer, silencioso e deslumbrante.

Mas voltemos onde tudo começa e acaba. À Jema El Fna. A Koutoubia, a maior mesquita da cidade, ergue-se imponente e vigilante, como um farol que aponta o caminho. Na praça, músicos, dançarinos, contadores de histórias, acrobatas, vendedores de sumo de laranja, encantadores de serpentes revezam-se para captar a atenção de quem passa. E quem passa não fica indiferente. Escurece, pequenas luzes acendem-se por todo o lado. Da Koutobia sai o som hipnótico. Começa tudo outra vez. Bem-vindos a Marraquexe.
Cláudia Coutinho de Sousa
Há sempre uma certa tentação de confiarmos nas primeira impressões. Talvez seja preciso resistir a isso em relação ao Cairo. A primeira imagem que se tem da cidade é mais ou menos a seguinte: o caos total. Trânsito, buzinas, agitação, barulho, poluição. Há que conseguir ver para além disto para se apreciar o Cairo.
A praça Tahir, onde fica situado o Museu do Cairo, foi o cenário dos protestos que puseram um fim ao regime de Hosni Mubarak, dono do poder durante 30 anos. Foram momentos de muita agitação que tiveram grande impacto no turismo de lazer e de negócios na cidade. Por exemplo a Conferência Anual do FMI, marcada para a capital egípcia, mudou-se para o Japão. O Egipto tenta agora afastar a percepção de insegurança que ainda está na mente de muitos. Para isso desenvolveu uma nova campanha, apresentada no World Travel Market, intitulada “We're Egypt” com a seguinte mensagem: “somos amigáveis, temos a mente aberta, somos orgulhosos do nosso país, somos o Egipto, esperamos vê-los no Egipto”. O ministro do Turismo Fakhry Abdel Nour enfatizou, na mesma ocasião, o clima de estabilidade e de segurança que já se vive no país.
O investimento em campanhas publicitárias, em visitas de reconhecimento do destino, incentivos para os voos charter para destinos no Egipto, são medidas do Turismo que cobrem várias frentes no sentido de melhorar a reputação de um país em que 10% da população trabalha do sector do turismo.

O tesouro de Tutankamon, as pirâmides
As empresas de turismo do Cairo não terão qualquer problema em desenvolver programas de apoio aos eventos. O único problema pode ser escolher. Há tanto para visitar.
O Museu Egípcio é um pouco o espelho da cidade. Relíquias de milhares de anos parecem quase ao abandono, em armários antigos, atafulhadas umas nas outras. E no labirinto confuso de corredores, salas, períodos históricos, com a informação a escassear, é possível passar ao lado de peças absolutamente únicas. A múmia de Ramsés II e o tesouros de TutanKamon são dois dos ex-libris deste museu, verdadeiramente imperdível. Também as Pirâmides de Gizé são imperdíveis, não fossem uma das antigas sete maravilhas do mundo, muito embora estejam completamente absorvidas por uma frenética exploração turística. Centenas de autocarros fazem adivinhar as multidões que convivem com aquele espaço, já muito ameaçado pela poluição de uma cidade de oito milhões. Os vendedores são a verdadeira praga do Egipto nestas paragens.
Numa cidade de tantos milhões até os cemitérios servem de casa. É a cidade dos mortos, que Sérgio Tréfaut tão bem retrata no documentário com o mesmo nome. Um milhão de pessoas vive entre sepulturas, em mausoléus, respeitando o silêncio dos mortos, mas vivendo o dia-a-dia como se eles lá não estivessem. Não faltam mesquitas, escolas, lojas ou esquadras, miúdos a jogar à bola, ou cães a ladrar. Uma imagem impressionante do Cairo mais pobre.
Ainda no Cairo Islâmico, o mercado de Khan el Khalili é o principal da cidade. Um espaço enorme pontuado por ruelas estreitas e milhares de lojas dos mais variados produtos, desde especiarias, jóias, passando por roupa, artesanato ou peles. Uma incursão às várias mesquitas - a maior de África fica no Cairo -, é também uma experiência.
No Cairo predomina a religião muçulmana, mas existe uma minoria cristã, os Coptas. A convivência não tem sido excessivamente problemática. Visitar esta versão do Cairo, o Cairo Cóptico, deve estar no topo da lista de prioridades.

Reuniões e eventos
O Cairo International Conference Center é um dos principais venues para realizar eventos. São 60 mil metros quadrados dedicados ao acolhimento de conferências, equipados com as mais recentes tecnologias. A cinco minutos a pé fica a Feira Internacional. Ambos as estruturas estão servidas por vários hotéis de cinco estrelas e a apenas dez minutos do Aeroporto. Os hotéis locais estão preparados para receber o segmento, com várias salas de reuniões e eventos. A Universidade Americana possui também um grande auditório.
O Aeroporto situa-se a pouco mais de 20 quilómetros da cidade (mas no Cairo 20 quilómetros equivale a horas no trânsito) e é o segundo maior de África. Mais de 65 companhias usam esta infraestrutura que recebe anualmente mais de 16 milhões de passageiros.
Cláudia Coutinho de Sousa
Assistir ao pôr do sol nas escadarias que dão para o Reno é um clássico dos habitantes de Düsseldorf. Assim como beber uma cerveja gelada numa das muitas kneipes da cidade. O que falta em termos de património histórico à cidade é contrabalançado por uma grande oferta em termos artísticos e culturais
É uma cidade que respira moda e estilo. Na Königshalle encontram-se as lojas das principais marcas mundiais e é um corre-corre de gente bonita e bem vestida. Mais perto do Reno, as esplanadas e as cervejarias são o ponto de encontro depois de um dia de trabalho. Se o sol espreita, as zonas verdes da cidade tornam-se muito concorridas. A vida cultural da cidade é animada. Ópera, teatro, concertos, Düsseldorf está na rota das grandes produções.
A norte de Düsseldorf fica Kaiserswerth, um destino para excursões de um dia, mesmo dos locais. As ruínas do "Kaiserpfalz", o palácio do imperador Barbarossa estão localizadas mesmo na margem do rio Reno. A rodeá-las há uma série de restaurantes, cafés, jardins onde se pode desfrutar da vista.
Com uma população de 600 mil habitantes, Düsseldorf conseguiu ao longo dos anos destacar-se pela Universidade e pela capacidade de atrair negócios e empresas estrangeiras. O aeroporto local, o terceiro maior da Alemanha, liga a cidade ao mundo. 16 milhões de passageiros, 200 mil voos por ano, 75 companhias aéreas, 180 destinos são os números deste aeroporto, situado apenas a 3 Km do Centro de Congressos e a 10 minutos do centro.
O Centro de Congressos é um dos mais importantes venues alemães. E destaca-se, sobretudo, em termos de eventos ligados à ciência e finanças. Este espaço está ligado à Feira Internacional de Düsseldorf. O Centro de Congressos tem capacidade para 15 mil visitantes. Recebe todos os anos cerca de dois mil eventos. A cidade dispõe de uma oferta hoteleira diversificada, mais de 20 mil quartos em hotéis de três a cinco estrelas.
Se Dublin fosse uma pessoa era divertida, optimista, encantadora, alguém com quem temos vontade de passar momentos especiais. É, provavelmente, uma cidades mais vibrantes da Europa, combinando modernidade e história ao bom estilo descontraído irlandês. A cidade abre os braços ao turista de negócios apresentando uma rica selecção de galerias, museus, restaurantes, pubs ou lojas. Tudo isto condimentado com o saber-receber típico dos habitantes de Dublin.
As boas ligações aéreas que a capital da Irlanda detém permitem-lhe ser de fácil acesso no contexto europeu. Está localizada a uma hora de Londres e a menos de duas horas de Paris e Bruxelas, por exemplo. Por outro lado está a apenas seis horas da costa leste dos Estados Unidos. Ao todo, o aeroporto de Dublin tem ligações para 185 destinos.
Por ser compacta e relativamente pequena, a cidade pode muito bem ser descoberta a pé. Mas há um sistema de autocarros e eléctricos bem articulado e há táxis... muitos táxis. Seja qual for o meio de locomoção escolhido, há muito para visitar. O Trinity College Dublin & the Book of Kells, a fábrica onde se produz a cerveja Guiness, o castelo, a destilaria Old Jameson, a National Art Gallery, Dublinia e a Catedral de St. Patrick’s situam-se no centro da cidade.
A cidade tem uma atmosfera segura e acolhedora. E tem um histórico de organizar grandes eventos. Já recebeu os Special Olympics, em 2003, o Ryder Cup, em 2006, e etapas da Volta a França em Bicicleta.
Dublin abre os braços ao turismo de negócios com alguns espaços para eventos localizados em castelos, em hospitais, estádios, destilarias, que conferem o factor “uau” ao evento, mas também em hotéis, centros de congressos e conferências. Depois há um conjunto de actividades que podem ser realizadas a poucos quilómetros da capital, tais como golf, equitação, surf, vela, windsurf, etc.
A Dublin de James Joyce, Samuel Beckett, George Bernard Shaw, WB Yeats, John Synge, Oscar Wilde, Jonathan Swift e Bram Stoker é património literário da humanidade. E nos dias que corre é casa de multinacionais, start-ups de inovação, investigadores e profissionais experientes. A Irlanda é localização chave para a indústria farmacêutica e química na Europa, sendo que a maioria das companhias tem representação no país.
Para conhecer melhor a oferta de negócios da cidade, o melhor mesmo é consultar o site do Convention Bureau de Dublin, onde estão disponíveis as listas de dmc e venues.




Na cidade dos Habsburg, autêntico cenário saído de um conto de fadas, a sensação é a de que se recua muitos anos no tempo e se entra num mundo mágico e encantador.
Se pensarmos em Viena, invariavelmente vamos chegar a Johann Strauss e a Wolfgang Amadeus Mozart. Na cidade que viu nascer o primeiro, e onde viveu o segundo, ainda se encontram vários testemunhos da presença destas personalidades únicas e eternas. Por isso, e por muito mais, Viena é considerada a cidade da música.

E dos doces, que são uma autêntica perdição, como a Torta Sacher, feita de chocolate, coberta com geleia de damasco e chocolate preto. Não deixe de os provar, um por um, e olhe que há imensos cafés e confeitarias onde o pode fazer.
Em qualquer estação do ano os monumentos de Viena vão deixá-lo impressionado, permitindo-lhe reconhecer diversos estilos, do esplendor do Barroco à elegância da Arte Nova. Atente nos seguintes destaques: Castelo Schönbrunn, antiga residência de férias dos Habsburg, Palácio de Hofburg, Palácio Belvedere e Catedral de S. Stephens.
As célebres carruagens abertas, puxadas por briosos cavalos, são o meio de transporte ideal para conhecer esta cidade imperial, mas também um dos mais caros…

A nível cultural de realçar os museus, a ópera e o teatro. A oferta é muito grande e de qualidade nesta cidade banhada pelo Danúbio, rio também ele muito particular, navegável em grandes extensões, e por isso disponível para interessantes passeios.
Para eventos, Viena é um verdadeiro case-study muito graças ao seu dinâmico convention bureau. Sempre nos primeiros postos do ranking da ICCA, a capital da Áustria é o exemplo de estratégia para este sector. Para conferir os principais espaços e agentes da meetings industry na cidade siga este link: www.vienna.convention.at.

















