Apresentação do Volkswagen Up! aos jornalistas
7.2.2012

Esteve a cargo da Prestígio a apresentação do novo modelo da Volkswagen aos jornalistas, o Up!. O conceito do evento funde-se com o do carro: urbano, prático, jovem, com estilo e design. Foi exactamente isso que a Prestígio procurou incorporar nesta sessão, junto dos media nacionais. Foram seleccionados “personal drivers”, jovens com diferentes estilos urbanos, que se dirigiram às redacções, ao volante do Up!, para recolher os jornalistas.

Cada estilo/comportamento foi pensado ao detalhe, com fichas técnicas a darem conta do que era esperado de cada personagem. A selecção de estilos incluía, por exemplo, a estudante universitária, a jovem mãe, a executiva desembaraçada ou a bailarina de contemporâneo, ou seja o público-alvo do Up!. De referir ainda que os “cicerones” estavam sempre acompanhados de um balão azul, elemento-chave da comunicação da marca para este modelo. Nos carros, a banda sonora também não foi deixada ao acaso, variando conforme a personagem que o conduzia.

Uma das mais-valias do Up! é o gps destacável que funciona fora do carro e que permite localizar, por exemplo, o carro no estacionamento. Esta e outras funcionalidades do modelo foram explicadas aos jornalistas pelos “personal drivers” (que tiveram a devida formação), sempre no sentido de como eram elementos facilitadores do dia-a-dia. O foco foi a relação target – posicionamento. As questões técnicas ficariam para mais tarde.

Das redacções, os jornalistas foram então conduzidos ao Espaço Sete, perto de Santa Apolónia, em Lisboa. Os balões azuis e os Up! colocados à entrada indicavam a chegada ao destino. Aqui realizou-se um cocktail/almoço e a apresentação do novo modelo da Volkswagen.

Fotos cedidas pela Prestígio.

Fábrica da Felicidade da UP Partner para a Refrige Coca-Cola
1.2.2012

A UP Partner realizou, pelo terceiro ano consecutivo, a Convenção de Vendas Refrige Coca Cola, na Fábrica de Palmela. Foram reunidos 500 quadros da Refrige e Coca-Cola para apresentação das novas linhas de comunicação da marca e para assinalar a inauguração das visitas à “Fábrica da Felicidade”, um espaço que vai receber crianças e adultos ao longo do ano, com surpresas em forma de vídeos 3D, Museu Coca Cola e outras iniciativas.

Para o evento, a sala principal de reunião foi construída a partir de grades de Coca-Cola e, em vários espaços da fábrica, foram desenvolvidos pontos de coaching e de  formação. Como forma de incentivo, aos participantes foram transmitidas mensagens de partilha de felicidade e de optimismo. Os animadores da UP Partner criaram jogos a pensar na diversão e descontracção. Para o almoço, foi a criada uma praça alimentar, com muita animação e dezenas de roulottes e quiosques.



A terminar o encontro, os vários colaboradores construíram e protagonizaram um espectáculo final de grande emoção, que passou por reciclarem e criarem instrumentos musicais a partir das latas e pets produzidos na Fábrica, criando a banda da Felicidade que “tocou” em uníssono sobre a música do vídeo Há Razões para Acreditar. Estiveram envolvidos no evento 150 elementos da organização.

Lembre-se que o ano passado este evento foi premiado nos European Best Event Awards, na categoria de Melhor Evento de Incentivo.

O sector MI em 2020
20.1.2012

Hoje em dia as organizações têm que pensar em três horizontes em simultâneo: nos próximos 12 meses, por questões operacionais, nos próximos três anos, para preparem o crescimento, e de três a dez anos, para anteciparem o futuro. Quem o diz é Rohit Talwar, um futurista, director da Fast Future Research, empresa autora de um estudo sobre como será o sector da meetings industry (MI) em 2020. E é esperada turbulência nos próximos dez anos na Europa, consequência da crise em que o continente mergulhou. De resto o poder está a mudar de mãos, as empresas estão a sair da Europa e a dirigirem-se para a Ásia, e isso tem um reflexo claro no sector da MI. Tal como o envelhecimento da população vai afectar o sector. Rohit Talwar avisa, “É preciso pensar os eventos para os mais velhos”.

A facilidade no acesso à informação genética, os novos materiais e processos de construção (na China construiu-se um hotel em seis dias), a Internet mais imersiva e multissensorial, a obrigação dos negócios se reinventarem, vão criar muitas oportunidades e muitos desafios. E espera-se que os eventos acompanhem as mudanças.
 
O estudo liderado pela Fast Future pretendeu cobrir três áreas distintas: o design do evento, a experiência do delegado e a aprendizagem e o conhecimento. Em termos do design, 88% dos inquiridos acredita que as conferências vão ter um tema ou alguns temas centrais, em vez de uma dispersão de temas. Os elementos críticos no design são o aumento das expectativas dos delegados, em termos de conteúdo, conforto e experiência (73%), o retorno tangível do investimento (73%) e a integração do evento das redes sociais, bem como tornar o evento acessível a quem não pode estar presente (61%).

Redução de custos e avaliação do retorno

Quais são então as prioridades dos organizadores de eventos corporativos e associativos nos próximos três anos? De acordo com o estudo, 66% dos inquiridos apontam a redução de custos. A clara medição do retorno (66%), o menor tempo de preparação e execução dos eventos (55%) e maior uso dos eventos virtuais e híbridos (53%) são as outras hipóteses mais consideradas.

No que toca à inovação deste sector de negócio, os inquiridos esperam, nos próximos dez anos, que os eventos se tornem um veículo mais eficiente para aumentar as comunidades, os membros (61%), o acréscimo de valor dado ao pré-evento, incitando a um maior envolvimento dos delegados (56%) e a co-localização dos eventos, ou seja partilha do mesmo evento pelas marcas e organizações.

Em relação ao design de eventos corporativos, 55% das respostas apontam para que nos próximos anos se assista a um enfoque na criação de relações com os participantes externos ao evento. 51% os inquiridos considera que vai haver uma mudança em termos de comportamento e de cultura nos eventos; 49% diz que as reuniões/congressos vão servir propósitos de acelerar conhecimentos e de resolução de problemas complexos e 49% acredita que os eventos vão desempenhar vários papéis, em termos de objectivos (poupança de custos e tempo).

Eventos das associações vão tornar-se “happenings”

Quanto às estratégias das associações, as maiores tendências em termos da gestão do seu portefólio de eventos passam por desenvolver parcerias com comunidades online (56%), pela fusão de eventos (54%), pela selecção criteriosa dos eventos (53%) e a sua utilização para potenciar a inovação (52%). 72% dos respondentes acha que as associações vão incentivar grupos membros a realizaram pequenos eventos sob a sua chancela, partilhando as tarefas administrativas e as receitas. Já os grandes eventos, face a tanta competição, vão tornar-se, segundo 97% dos inquiridos, verdadeiros “happenings” de informação, inovação e conhecimento, aos quais ninguém vai querer faltar.
 
E que estratégias vão ser tomadas pelas associações e empresas para diminuir o custo com eventos? 65% dos inquiridos acredita que os eventos com pouco retorno vão ser cancelados, 57% pensa que os eventos vão ser mais curtos, 54% acha que se vai assistir à fusão de alguns eventos, enquanto que 47% está convicto de que os eventos se vão deslocar para destinos mais baratos. E para angariar mais receitas? Uma solução pode passar pela comercialização dos conteúdos do evento (54%), pela gravação do evento em vídeo e respectiva venda (47%), bem como pela exigência de subvenções por parte dos destinos e venues (47%), algo que já acontece hoje em dia.

Experiência do delegado

Para melhorar a experiência do delegado 71% das pessoas que respondem a este estudo considera que vai passar por diálogo genuíno entre oradores e participantes; 60% refere o aumento da personalização do evento, a possibilidade de escolha de formatos e sessões a participar; 55% indica a opção por formatos que permitam o uso do social media durante as sessões. Por falar em social media, as vantagens são muitas, no entender dos inquiridos. Facilitam as campanhas de marketing e a comunicação do evento (79%), potenciam um maior envolvimento dos delegados em todas as fases do evento (66%), permitem o feedback instantâneo do que vai acontecendo (64%), bem como a realização do evento também online (59%). No entanto 69% acredita que se vai assistir a uma ascensão ainda maior das redes sociais, seguida de declínio e de valorização dos eventos presenciais.

Em termos de tecnologia, o mais importante é a existência de wi-fi gratuito ou suportável em termos de custo. As aplicações para telemóvel e tablets seguem-se na lista.

Optimização da aprendizagem

Criação de portais de conteúdos decorrentes do evento, uso dos eventos para criação de redes de conhecimento, briefing detalhado dos speaker e acesso a informação não estruturada (por exemplo aquilo que se diz durante o coffee-break (!)), são algumas das inovações esperadas para os próximos anos em termos da optimização da aprendizagem. 87% dos inquiridos acredita que os tablets vão desempenhar nisso um papel fundamental.

Rohit Tawar esteve em Portugal para o Congresso da EFAPCO (Federação Europeia das Associações de Organizadores Profissionais de Congressos)

Cláudia Coutinho de Sousa

Quantas casas-de-banho devo ter num evento?
26.12.2011

Num evento público, com muitos participantes, a questão das casas-de-banho é muito importante do ponto de vista funcional, mas também da percepção que se tem do evento. Quem nunca ficou “horas” à espera da sua vez para ir à casa-de-banho? Cabe a quem planeia o evento assegurar que isso não aconteça.

Há vários aspectos a ter em consideração, nomeadamente o número de instalações sanitárias e a localização. Por exemplo é importante ter wc à entrada dos recintos/venues para as pessoas que estão nas filas para entrar e é conveniente existirem estruturas exclusivas para os serviços de emergência, polícia e seguranças. As casas-de-banho devem estar bem sinalizadas, limpas (o serviço de limpeza tem que ser regular), iluminadas e devem estar localizadas longe das zonas de alimentação. No mapa do evento a sua localização deve estar perfeitamente identificada. Devem existir sanitários para pessoas com deficiências e, se o evento assim o exigir, condições para as mães mudarem a fralda aos bebés. No caso dos sanitários portáteis, é necessário existirem lavatórios.

O manual Event Safety Guideline sugere o seguinte esquema em termos do número de instalações sanitárias.

 

 

Homens

Mulheres

Nº de pessoas

WC

Urinóis

Lavatórios

WC

Lavatórios

< 500

1

2

2

6

2

< 1000

2

4

4

9

4

< 2000

4

8

6

12

6

< 3000

6

15

10

18

10

< 5000

8

25

17

30

17

 

Em eventos onde o álcool está disponível:

 

 

Homens

Mulheres

Nº de pessoas

WC

Urinóis

Lavatórios

WC

Lavatórios

< 500

3

8

2

13

2

< 1000

5

10

4

16

4

< 2000

9

15

7

18

7

< 3000

10

20

14

22

14

< 5000

12

30

20

40

20

A maior estrela de luz do mundo no Terreiro do Paço (vídeo)
19.12.2011

Uma estrela gigante e solidária, iluminada por mais de 56 mil velas, foi o sonho da Realizar Portugal e da Terra dos Sonhos, tornado realidade no passado sábado. Mais de 40 mil pessoas foram ao Terreiro do Paço assistir e contribuir para o acender da maior estrela de luz do mundo. O evento começou a ser preparado em Setembro, conforme nos explica Ana Fernandes, da Realizar Impact Production. “Como é que podíamos ser positivos este Natal” foi a pergunta que desencadeou todo o conceito da iniciativa. Idealizado o projecto, que também se inscreveria no livro de recordes do Guiness, a Terra dos Sonhos foi a associação escolhida para a acção de solidariedade. Depois disso, tratou-se de reunir autorizações, apoios e patrocínios, de forma a cobrir os custos. Este evento, que contou com o trabalho das várias empresas do Grupo Realizar, foi no entender de Ana Fernandes positivo. “É impossível dizer que alguma coisa é negativa com todas estas luzes”.


Se a Realizar Impact Production, liderada por Ana Fernandes, teve a cargo a organização da estrutura e o contacto com os patrocinadores, a Realizar Impact Marketing ficou com a responsabilidade dos estudos técnicos do evento. Qual o recorde anterior do Guiness, como deviam ser dispostas as velas, como acendê-las, foram algumas das tarefas a cargo da equipa de João Morais, da Impact Marketing. Os maiores desafios, segundo o responsável, prenderam-se com a possibilidade de chuva e com o vento, que normalmente é forte no Terreiro do Paço.


À The Bee coube a tarefa da animação e da gestão do voluntariado. A ajudar no evento estiveram mais de 200 voluntários do IPJ, das marcas patrocinadoras, da Terra dos Sonhos. Sérgio Vieira explica que o maior desafio do evento foi o pouco tempo para o montar e para o apresentar às marcas. O responsável diz que, apesar de tudo, foi um dos eventos em que mais gostou de participar.


Durante todo o dia vários artistas passaram pelo palco do evento, animando os presentes que iam contribuindo com a compra das velas. Estas custavam um euro, podiam ser personalizadas com uma mensagem, e colocadas dentro da estrela. E porque a Terra dos Sonhos é acerca disso mesmo, de concretizar sonhos a crianças, jovens e idosos doentes, algumas das crianças doentes que passaram pelo Terreiro do Paço viram naquele mesmo dia os seus sonhos realizados. A uma delas foi entregue um sistema de videoconferência, que lhe permitirá frequentar a escola a partir de casa; a outra ainda um computador da Samsung, que possibilitará o contacto com a família, residente em Cabo Verde.

O momento alto deu-se pouco depois das 20 horas com o acender da última vela e com o fogo-de-artifício. No final uma grande salva de palmas assinalou o objectivo cumprido.

 

Cláudia Coutinho de Sousa
Rui Luís Romão
 

Extravagância riscada dos congressos médicos
13.12.2011

Depois de tanta polémica a envolver a indústria farmacêutica e os congressos, convém relembrar as regras deste sector para a realização de eventos. Em suma, os custos com cada participante não devem ultrapassar o que ele próprio estaria disposto a pagar para assistir ao evento. Esta indicação acaba por condicionar uma série de factores no evento, desde o venue, passando pelo hotel, até à componente do lazer. Estas restrições mudaram a face do que eram os congressos envolvendo a indústria farmacêutica.

Em 2007 um documento da EPFIA (European Federation of Pharmaceutical Industries and Associations) revia as directrizes para a organização de eventos, congressos, reuniões, conferências no sector farmacêutico. São directrizes apertadas e que todos os que organizam eventos deste teor devem conhecer, mas dos quais fazemos, em seguida, um resumo.

Lê-se no documento que os eventos têm de se realizar em venues apropriados (as associações que fazem parte da EPFIA podem ajudar a esclarecer o que é apropriado), que sejam adequadas ao propósito do evento. Nenhuma companhia pode organizar ou patrocinar um evento fora do seu país de origem, excepto se a maioria dos seus convidados for estrangeiro e nesse caso, em termos logísticos, faz mais sentido organizar o evento fora. Poderá também fazer sentido realizar um congresso de uma determinada especialidade num país/cidade específicos, onde a especialidade esteja mais implantada ou haja recursos relevantes.

No que diz respeito ao acolhimento, este deve ser limitado às viagens, refeições, alojamento e registo no evento, sendo que só pode ser atribuído a pessoas que se qualifiquem como participantes de pleno direito. Além disso, todas as formas de acolhimento concedidas aos profissionais de saúde devem ser “razoáveis” e limitadas ao propósito do evento. Como regra geral, o que é providenciado não pode exceder o que esses profissionais de saúde normalmente estariam disponíveis para pagar. Além disso, o acolhimento não deve incluir patrocínio a entretenimento, ou seja as companhias devem evitar venues conhecidos pelas possibilidade de entretenimento ou pela extravagância. Também no que diz respeito à “extravagância”, são as associações membro que devem esclarecer quais os limites.

RED Batalha da Execução: militares por dois dias
21.11.2011

Um evento híbrido, 3 em 1, com o lema low budget = high results. É assim que a Up Partner, agência responsável pelo RED Batalha da Execução, descreve o evento da Refrige Coca Cola vencedor do prémio Melhor Evento de Incentivo/Team-Building dos European Best Event Awards (Eubea).

“O cliente lançou-nos como desafio, ter num único evento a habitual convenção anual, trabalhar as equipas no que concerne a team building, e incentivar as mesmas através de apresentações dos novos projectos de forma diferenciadora e pratica”, explica Rui Batista, Director de Unidade Eventos da agência. Mas, além de conjugar estas três vertentes, havia ainda outro desafio: “Todos estes pontos adicionalmente deviam obedecer à premissa de low budget = high results”.

Assim nasceu o RED Batalha da Execução. Durante dois dias, 500 pessoas participaram no evento que contou com a colaboração dos Para Comandos sitiados na Escola de Paraquedismo em Tancos. Os elementos foram reunidos na forma de pelotões militares onde cada pelotão era representativo de uma marca do grupo (Coca Cola, Fanta, Minute Maid e assim por diante).

Rui Batista explica que  “o mote foi claramente bélico fazendo o paralelo com o rigoroso treino e cuidado de planeamento que as forças militares possuem, para com o contexto de vendas do mercado das marcas”. Por isso, cada pelotão teve como instrutor um operacional deste ramo e durante aquele período regeram-se pelo rigoroso treino e conduta militar.

“Ao longo do dia principal do evento trabalhamos as três vertentes que nos eram pedidas, através de diferentes iniciativas”, explica o responsável da Up Partner. Entre estas iniciativas houve saltos de paraquedas, cada pelotão teve de elaborar um cântico de guerra;  houve exercícios reais de treino militar, clínicas de off sites onde foi trabalhada a componente de formação através do drama management e foi criado uma área de showroom das marcas;  

Num espaço criado especialmente para o evento foram apresentados os planos de marketing em formato multimédia,  e com a participação especial do Alpinista João Garcia, enquanto exemplo do espírito necessário para se ir mais além.

A Up Partner faz um balance muito positive do evento. “Foi obtido um elevado recall sobre os valores das marcas, a coesão de grupo aumentou, o facto de estarem num espaço militar gerou links emocionais que dificilmente serão esquecidos”, adianta Rui Batista. 

Ao todo são 100 eventos em competição aos European Best Event Awards (Eubea), de 46 agências de 12 países. Alemanha, Itália, Espanha e Portugal são os países mais representados. Entre os 27 membros do júri, está um elemento da revista Event Point. A cerimónia de entrega dos prémios decorre no dia 23 de Novembro, em Milão.

Festival dos Oceanos celebra a República e ganha prémio nos EuBEA
18.11.2011

O Festival dos Oceanos venceu o prémio de Melhor Evento Cultural. Realizou-se entre Julho e Agosto em algumas das principais praças de Lisboa e em 22 museus. Posicionar a capital do país como um destino turístico do ponto de vista cultural e artístico foi o um dos objectivos deste evento promovido pelo Turismo de Lisboa, produzido pela Realizar, que contou com o patrocínio do Continente e apoio do Turismo de Portugal, da Câmara Municipal de Lisboa, da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, do Casino Lisboa e da Parque Expo – Gestão Urbana do Parque das Nações.

A sétima edição do Festival dos Oceanos foi a mais concorrida de sempre, ao atrair às suas iniciativas mais de 350 mil espectadores. Iniciativas gratuitas, para toda a família, e que foram por exemplo os concertos dos SEDA, Estelle e Lauryn Hill; Noites de Fado, espectáculos de rua, e a actividade Museus à Noite. Já o espectáculo de encerramento juntou, no Parque das Nações, cerca de 35.000 espectadores, para um espectáculo piro-musical.

Associando-se às comemorações do centenário da República Portuguesa, o Festival dos Oceanos contou também com várias iniciativas diárias. Como por exemplo o Aquário da Palavra recebeu mais de 30 mil visitantes e durante 15 noites, neste espaço, mais de 5 mil pessoas assistiram a conhecidas personalidades portuguesas a declamar poesia. Já a exposição “The Greatness of Little Portugal”, sob a chancela da National Geographic, um retrato do Portugal de há 100 anos, foi visitada por 17 mil pessoas e, pela actividade interactiva Pinturas de Luz e a República, passaram mais de 16 mil.

O evento recolheu o interesse de várias televisões estrangeiras: Alemanha, Brasil, Espanha, Rússia, Suécia, entre outras. O número de pessoas envolvidas na organização chegou às 289.

Evento da EDP nas águas do Douro
18.11.2011

Foi um dos mais arrojados e criativos eventos deste ano e valeu vários prémios EuBEA à Desafio Global ativism: Melhor Evento de Celebração, Melhor Evento Musical e Melhor Evento Integrado. A agência portuguesa ganhou, inclusive, o prémio de melhor agência de eventos, facto inédito até esta edição. A EDP venceu o prémio dedicado aos clientes.

Mas vamos ao evento. Aconteceu no passado dia 1 de Julho, com um concerto em pleno rio Douro e serviu para assinalar o 35º aniversário da EDP. A agência de eventos escolhida para a produção do espectáculo foi a Desafio Global Ativism. “A EDP desafiou a Desafio Global a criar uma experiência única que celebrasse o seu aniversário, bem como gerasse consciência em relação às suas preocupações sociais e ambientais. Assim, no dia em que a EDP apresentou a nova marca criada por Stephan Saigmeister, e celebrou o seu 35º aniversário, o que muitos tentaram e falharam tornou-se num numa realidade, um palco flutuante nas águas traiçoeiras do Rio Douro”, diz Pedro Rodrigues, coordenador executivo da empresa de eventos do Grupo Ativism.

Uma experiência única num cenário histórico, como é o rio Douro e as suas margens, acarretou uma série de desafios que começaram a ser respondidos com cinco meses de antecedência. A ideia do evento foi a de colocar um batelão em pleno rio e transformar a estrutura de modo a receber convidados, artistas, e televisão (a SIC), e realizar ali mesmo o espectáculo. Uma das dificuldades foi desde logo transportar o batelão de Lisboa até ao Porto. Foi precisa uma semana de viagem pelo Atlântico até ao Porto de Leixões. Aqui as montagens decorreram durante duas semanas. Estiveram envolvidas 300 pessoas de staff durante as montagens e o evento. 150 pessoas do staff estiveram embarcadas no batelão durante o evento, incluindo os artistas.

Um evento desta índole acarreta, naturalmente, muitas dificuldades técnicas. Pedro Rodrigues elenca algumas: audiovisuais com baixo consumo energético devido à inexistência de energia eléctrica a bordo (a mesma foi assegurada por dois geradores de 500 kva’s, mais um gerador de serviço para guinchos), o transporte do batelão já montado, desde o Porto de Leixões, por mar, até à barra do Douro e os acessos ao batelão (apenas por rio). Em termos de segurança houve a preocupação de montar quatro guinchos eléctricos para fundamento no Douro com 80 metros de cabo cada e de colocar cinco embarcações de socorro na água durante o evento, incluindo mergulhadores.

Foram muitas as entidades envolvidas e que tiveram que ser articuladas. A saber: - Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, Administração dos Portos do Douro e de Leixões, Capitania do Porto e do Porto de Leixões, Metro do Porto, Câmara Municipal de Gaia – Gaianima, Câmara Municipal do Porto – PortoLazer, e Cais de Gaia; e ainda as seguintes entidades oficiais de Segurança: Protecção Civil, Instituto de Socorros a Náufragos, INEM, Bombeiros voluntários do Porto e de Coimbrões, Bombeiros Sapadores do Porto, PSP e Policia Marítima.

E qual é o balanço do evento? Pedro Rodrigues responde, “ao ponto vista da tangibilidade, os dados falam por si: 4 horas e 18 minutos de exposição televisiva do evento e da marca EDP, 128 notícias e promoções publicitárias, e mais de um milhão de espectadores na tv na exibição e na reposição”. Já do ponto de vista intangível, o balanço que o coordenador da agência de eventos faz é muito positivo, “acreditámos que foi, mais do que um concerto, uma experiência memorável para todos os que assistiram”.

O espectáculo contou com as performances de Rui Veloso, Rodrigo Leão e The Gift e foi transmitido em directo pela SIC.

 

Cláudia Coutinho de Sousa
Fotos: Desafio Global ativism

Making Of do Congresso Europeu de Dermatologia em Lisboa (fotos)
20.10.2011

Mais de 7000 mil especialistas em dermatologia, vindos de 95 países, reúne-se até dia 24 de Outubro no Centro de Congressos de Lisboa, naquele que é um dos mais importantes eventos da Dermatologia a nível mundial: o 20º Congresso da EADV – European Academy of Dermatology and Venereology.

Estarão ainda presentes 150 expositores, entre os quais, as maiores empresas que actuam na área da Dermatologia, da Cosmética e da Cirurgia da Pele e centenas de jornalistas de todo o mundo.

A organização está a cargo da Mundiconvenius, empresa que também esteve encarregue da edição de 1996, a primeira vez que o congresso se realizou em Lisboa. Em entrevista à Event Point, Luísa Ahrens Teixeira, directora-executiva da Mundiconvenius, explicou que a escolha de Lisboa para acolher a este congresso se deveu “à atractividade da cidade sob o aspecto cultural, geográfico, climático… qualidades estupendas para a realização de congressos e de coorporate events”, mas “também devido à qualidade do congresso” de 1996.

Há três anos que a equipa começou a trabalhar para realizar este evento e recorreu apenas a fornecedores nacionais. “Portugal tem fornecedores de grande qualidade, empresas a trabalhar muitíssimo bem, a hotelaria funciona muito bem”.

“Precisamos é de ter mais rodagem ainda neste tipo de coisas e as pessoas têm de ser ensinadas e motivadas a gerir um evento deste tipo, que não é habitual, mas é com a experiência que se aprende”, frisou a responsável.

Com mais de 8000 mil pessoas presentes, para a responsável da Mundiconvenius, este congresso, a acontecer em Portugal, só poderia ter lugar em Lisboa. “Noutro lugar seria completamente impossível. Mesmo em Lisboa é difícil”, realçou.

Não por falta de capacidade hoteleira que, para Luísa Ahrens Teixeira é “perfeitamente suficiente e de boa qualidade”, mas por falta de outras condições. “Pela dimensão dos espaços, os transportes na cidade são dificílimos e não chegam até ao suposto centro de congressos, que é este”, criticou.

A responsável explica que em termos de retorno que este congresso trará à cidade, para já, dispõe apenas dos números da hotelaria, que correspondem a cerca três milhões e meio de euros, numa média de três noites de estadia.

Sara Marques e Cláudia Coutinho de Sousa

A Event Point foi acompanhar os preparativos deste congresso e mostra-lhe algumas imagens:

Inquérito:
Wi-fi gratuito é um critério na escolha do venue?
Passatempos
Revista Impressa