Este texto faz parte de um conjunto de artigos em que dez profissionais, de alguma forma ligados ao sector dos eventos, escolhem um objecto que, no seu entender, simboliza 2012. Cada um dos nossos convidados foi depois fotografado com esse objecto, e escreveu um texto curto onde sustenta a escolha. Até ao final do ano vamos publicar um destes artigos por dia. Hoje é a vez de Pedro Rocha dos Santos, director do Centro de Congressos do Estoril, que escolheu, mais do que um objecto, um fato inteiro de combate.
Meeting Industry: Re-evolução e Sobrevivência
Num contexto sócio-económico adverso, sem grandes perspectivas ou soluções no curto prazo, onde a palavra de ordem é austeridade, é difícil antever com segurança a evolução de um sector tão dependente de uma política que defenda o investimento em comunicação e formação como forma de desenvolvimento económico.
O clima é pois de recessão e de enorme conservadorismo, sobretudo no sector corporativo, que tem vindo a ser obrigado a estabelecer budgets de marketing e comunicação cada vez mais ajustados.
As empresas do sector MI serão por isso obrigadas a rever a estrutura dos seus negócios, ajustando e flexibilizando a sua oferta, oferecendo valor acrescentado sem acréscimo de custos, antecipando as medidas necessárias para enfrentarem um período de grandes dificuldades, re-inventando os seus modelos de negócio, numa perspectiva de sobrevivência no curto prazo, e procurando novos mercados e novos sectores que assegurem crescimento no médio e longo prazo.
A mudança implica obviamente sacrifícios mas traz consigo também novas oportunidades. Portugal tem uma oportunidade extraordinária para o seu desenvolvimento através de uma aposta estratégica no Turismo, sector que irá cada vez mais afirmar-se como o principal sector de exportação no País. Acordos bilaterais no âmbito do desenvolvimento económico com os países lusófonos, que perspectivam enorme crescimento das suas economias, como são exemplo o Brasil e Angola, poderão trazer enormes benefícios no médio e longo prazo ao nosso país. A nossa ligação histórica e cultural a Macau, e por conseguinte à China, poderá ser também um pólo catalizador de desenvolvimento.
Um período como este, de grandes dificuldades, pode levar-nos a pensar de facto em encontrar melhores oportunidades profissionais lá fora. Para alguns fará sentido, certamente para os mais jovens para quem o mercado de trabalho está mais complicado. Mas Portugal precisa de todos nós, e para mim emigrar nesta altura seria como “desertar”ou “atirar a toalha”... É tempo de arregaçar as mangas e começarmos a construir um futuro melhor para todos nós. Portugal poderá ser um exemplo para a Europa e para o Mundo na construção de uma sociedade mais justa e sustentada.
Pedro Rocha dos Santos



















