30.1.2012
Marraquexe
Marraquexe: cidade dos cinco sentidos

O sol desce sobre a Jema El Fna e ninguém nos prepara para o que se segue. Dos minaretes sai um som quase hipnótico. É altura de rezar. Mas a praça não pára, está electrizante. Sem reservas, é preciso mergulhar de cabeça naquele ambiente. É por isso que tantas empresas e associações escolhem Marraquexe para os seus eventos. Porque uma só cidade oferece o conforto exigível para o segmento de negócios e um mundo verdadeiramente exótico, tão perto da Europa.   

É preciso uma boa dose de sentido de orientação para percorrer a labiríntica medina de Marraquexe. Mas talvez seja esse um dos maiores prazeres em visitar uma cidade, deixarmo-nos surpreender a cada esquina. Os sons, cores, sabores, cheiros dos souks (mercados) colocam os sentidos em sentido! A experiência só fica completa quando se entra no jogo de regatear. Perder ou ganhar, depende da perspectiva. Nós achamos sempre que fizemos um bom negócio. O processo pode ser bastante cansativo. Impõe-se, por isso, repousar na companhia de um chá num dos cafés da medina.



Fora do rebuliço da cidade velha, o Palácio Menara e os Jardins Majorelle são visitas incontornáveis. No caminho é possível verificar os contrastes entre a medina e a parte nova e rica da cidade. É aqui que estão localizados os grandes hotéis e resorts, e onde se realizam a maior parte dos congressos e eventos, nomeadamente o Palmerais Golf Palace, Royal Mirage, Sofitel, Medirien, Essaadi e o Kenzi Farah.

O Centro de Congressos é composto por dois anfiteatros, uma sala de banquetes e duas salas de reuniões. 5500 pessoas é a capacidade da infraestrutura que pode também receber feiras e exposições, tanto no interior, como no exterior. Marraquexe e os arredores são também destinos por excelência de viagens de incentivo.

Uma viagem até ao Sahara

Tendo como base Marraquexe, é possível fazer uma viagem ao deserto do Sahara, quer de forma particular, quer numa das muitas viagens em grupo, publicitadas por toda a cidade. O caminho é longo, árido, com subidas íngremes e descidas vertiginosas, curvas e contra-curvas, aldeias pobres e oásis verdejantes. Ouazarzate é a ante-câmara do Sahara. Aqui são gravados muitos filmes de época nos mega estúdios localizados à entrada da cidade. Lawrence das Arábias, o Gladiador, a Última Tentação de Cristo são alguns exemplos.

A pouca distância fica Merzouga, que é uma das mais consensuais entradas no deserto. Claro que a grande experiência é ir de camelo. Não é fácil, deixa mazelas, mas vale completamente o esforço. E dormir no deserto, sob as estrelas brilhantes, é uma daquelas sensações que nunca mais se esquecem. Tal como o amanhecer, silencioso e deslumbrante.  



Mas voltemos onde tudo começa e acaba. À Jema El Fna. A Koutoubia, a maior mesquita da cidade, ergue-se imponente e vigilante, como um farol que aponta o caminho. Na praça, músicos, dançarinos, contadores de histórias, acrobatas, vendedores de sumo de laranja, encantadores de serpentes revezam-se para captar a atenção de quem passa. E quem passa não fica indiferente. Escurece, pequenas luzes acendem-se por todo o lado. Da Koutobia sai o som hipnótico. Começa tudo outra vez. Bem-vindos a Marraquexe.

Cláudia Coutinho de Sousa

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