A BestEvents vai lançar este ano duas novas feiras em Braga, a Expobeleza e a Imobraga. E não descarta avançar para outras geografias. A facturação da feira que organiza em Espanha é significativa nas contas da empresa, mas a crise no país vizinho é mais complicada de gerir. Fomos conversar com Jorge Ferreira, um dos responsáveis da BestEvents.
Event Point: Num ano como este lançam novas feiras. O que pesou nessa decisão?
Jorge Ferreira: São duas as novas feiras que vamos lançar: a Expobeleza - Cosmética, Estética, Cabelo e Bem-Estar e a Imobraga - Salão do Imobiliário. Por vezes, é em anos como este que surgem as grandes oportunidades. Temos a consciência de que não vai ser fácil com toda esta conjuntura económica, mas não podemos baixar os braços. Temos de trabalhar a dobrar para conseguir resultados. Nos últimos anos temos crescido e queremos continuar a crescer em 2012.
EP: Para já organizam feiras em Braga e Espanha. Estão a pensar em outras geografias?
JF: Estamos. Tanto a norte, como a sul de Braga. Mas, neste momento, as oportunidades estão a aparecer em Braga e temos de as aproveitar.
EP: Há mais feiras a serem preparadas?
JF: Neste momento não estamos a preparar mais nada. Mas temos ideias e projectos para os próximos anos.
EP: Qual o peso da operação em Espanha na vossa facturação?
JF: Representa cerca de 30%.
EP: Como olham para o mercado das feiras em Portugal?
JF: Em termos de conceito, estabilizou. Se calhar, é necessário repensar o modelo de negócio, nomeadamente com a integração das novas tecnologias. Em termos de negócio, obviamente que desceu um pouco, é o reflexo da conjuntura económica. Mas penso que as feiras continuam a ser um dos melhores veículos para a promoção e concretização de negócios para as empresas. A relação custo/beneficio continua a ser melhor, comparativamente com outros meios.
EP: Do conhecimento que têm dos dois mercados, o português e o espanhol, qual deles vive a situação mais complicada?
JF: Pela nossa experiência, Espanha. Para além da crise económica, existe uma crise "psicológica" muito grande. As empresas estão com muito receio e "jogam mais à defesa". Em Portugal, de uma forma ou de outra, já estamos em crise há muito tempo. Os espanhóis não estavam habituados e aconteceu tudo muito repentinamente.


















