Foi um dos mais arrojados e criativos eventos deste ano e valeu vários prémios EuBEA à Desafio Global ativism: Melhor Evento de Celebração, Melhor Evento Musical e Melhor Evento Integrado. A agência portuguesa ganhou, inclusive, o prémio de melhor agência de eventos, facto inédito até esta edição. A EDP venceu o prémio dedicado aos clientes.
Mas vamos ao evento. Aconteceu no passado dia 1 de Julho, com um concerto em pleno rio Douro e serviu para assinalar o 35º aniversário da EDP. A agência de eventos escolhida para a produção do espectáculo foi a Desafio Global Ativism. “A EDP desafiou a Desafio Global a criar uma experiência única que celebrasse o seu aniversário, bem como gerasse consciência em relação às suas preocupações sociais e ambientais. Assim, no dia em que a EDP apresentou a nova marca criada por Stephan Saigmeister, e celebrou o seu 35º aniversário, o que muitos tentaram e falharam tornou-se num numa realidade, um palco flutuante nas águas traiçoeiras do Rio Douro”, diz Pedro Rodrigues, coordenador executivo da empresa de eventos do Grupo Ativism.
Uma experiência única num cenário histórico, como é o rio Douro e as suas margens, acarretou uma série de desafios que começaram a ser respondidos com cinco meses de antecedência. A ideia do evento foi a de colocar um batelão em pleno rio e transformar a estrutura de modo a receber convidados, artistas, e televisão (a SIC), e realizar ali mesmo o espectáculo. Uma das dificuldades foi desde logo transportar o batelão de Lisboa até ao Porto. Foi precisa uma semana de viagem pelo Atlântico até ao Porto de Leixões. Aqui as montagens decorreram durante duas semanas. Estiveram envolvidas 300 pessoas de staff durante as montagens e o evento. 150 pessoas do staff estiveram embarcadas no batelão durante o evento, incluindo os artistas.
Um evento desta índole acarreta, naturalmente, muitas dificuldades técnicas. Pedro Rodrigues elenca algumas: audiovisuais com baixo consumo energético devido à inexistência de energia eléctrica a bordo (a mesma foi assegurada por dois geradores de 500 kva’s, mais um gerador de serviço para guinchos), o transporte do batelão já montado, desde o Porto de Leixões, por mar, até à barra do Douro e os acessos ao batelão (apenas por rio). Em termos de segurança houve a preocupação de montar quatro guinchos eléctricos para fundamento no Douro com 80 metros de cabo cada e de colocar cinco embarcações de socorro na água durante o evento, incluindo mergulhadores.

Foram muitas as entidades envolvidas e que tiveram que ser articuladas. A saber: - Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, Administração dos Portos do Douro e de Leixões, Capitania do Porto e do Porto de Leixões, Metro do Porto, Câmara Municipal de Gaia – Gaianima, Câmara Municipal do Porto – PortoLazer, e Cais de Gaia; e ainda as seguintes entidades oficiais de Segurança: Protecção Civil, Instituto de Socorros a Náufragos, INEM, Bombeiros voluntários do Porto e de Coimbrões, Bombeiros Sapadores do Porto, PSP e Policia Marítima.

E qual é o balanço do evento? Pedro Rodrigues responde, “ao ponto vista da tangibilidade, os dados falam por si: 4 horas e 18 minutos de exposição televisiva do evento e da marca EDP, 128 notícias e promoções publicitárias, e mais de um milhão de espectadores na tv na exibição e na reposição”. Já do ponto de vista intangível, o balanço que o coordenador da agência de eventos faz é muito positivo, “acreditámos que foi, mais do que um concerto, uma experiência memorável para todos os que assistiram”.
O espectáculo contou com as performances de Rui Veloso, Rodrigo Leão e The Gift e foi transmitido em directo pela SIC.
Cláudia Coutinho de Sousa
Fotos: Desafio Global ativism


















