O Benfica lançou-se, definitivamente, no mercado dos eventos. Apesar de receber eventos há vários anos, e depois de um trabalho prévio de estudo do sector, a instituição decidiu apostar forte nesta vertente e até já lançou uma brochura dedicada à divulgação dos espaços para eventos e que pode ser consultada no site do clube. Fomos conversar com Bruno Sá, da Benfica Eventos, para perceber as potencialidades dos espaços e os objectivos do clube nesta área de negócio.
Que espaços tem o Estádio da Luz disponíveis para eventos?
A Benfica Eventos tem várias salas para reuniões e seminários, um auditório com capacidade para 100 pessoas, que é a nossa sala de conferências de imprensa, salas para jantares e outro eventos com capacidade até 600 pessoas. Estamos a falar de espaços com visibilidade para o relvado. Para além dos espaços interiores, temos os pavilhões, um com capacidade para 1500 pessoas sentadas, outro para 2500; o Caixa Futebol Campus, no Seixal, que tem capacidade para muitos eventos. De referir ainda a Praça Centenário, que permite fazer feiras, concertos, de tudo um pouco. Temos um relvado sintético que permite realizar várias iniciativas. Espaços não nos faltam, até o parque de estacionamento já alugámos.

Foto: Fabrice Ziegler
Tudo isso condicionado pela época desportiva?
Sim, o nosso core business, que é o futebol, está em primeiro lugar, como é óbvio, mas é gerível. Temos cerca de 30 eventos desportivos, de futebol profissional no estádio, nos restantes dias há muitas oportunidades para entrarmos neste mercado.
Qual tem sido a reacção?
Temos tido muita procura.
Em termos de fornecedores? Há exclusividade?
No interior do estádio a única exclusividade que existe é ao nível do catering. Em relação a tudo o resto não há restrições. Temos obviamente os nossos fornecedores/parceiros. Estudámos o mercado e percebemos que os promotores dos eventos preferem quase sempre trazer os seus fornecedores habituais. Fora do estádio, nos pavilhões, na Praça Centenário, etc., não há qualquer exclusividade, incluindo o catering.
Qual é a grande mais-valia de organizar um evento num estádio?
Acima de tudo é um local único para convidar pessoas a assistirem a um lançamento de um produto, um evento, no palco onde as maiores estrelas de Portugal jogam, onde foi a final do Euro 2004, onde se realizaram as New 7 Wonders. Temos tido um feedback muito positivo de todas as empresas que têm organizado aqui eventos, quer a nível da organização, quer do impacto.
Fez referência ao espaço mais nobre de todo o estádio, o relvado. Que condicionantes e que possibilidades existem no uso desse espaço?
Procuramos sempre cuidar do nosso core-business, como é óbvio. Depende do projecto, do evento a realizar. Nos meses em que não há actividade desportiva, pretendemos realizar eventos no relvado, mas não é uma coisa que vá ser aberta a todo o tipo de propostas. Serão sempre estudadas.
Qual o peso que o Benfica quer para a área de eventos?
Temos um objectivo traçado, mas neste momento, neste ano 0, queremos estudar o mercado. Obviamente temos objectivos financeiros, mas que não posso divulgar.
Podemos falar de uma equipa exclusivamente dedicada à área dos eventos?
Hoje em dia já fazemos os maiores eventos desportivos em Portugal. Temos a experiência. São várias as pessoas na equipa, mas também depende de cada evento.
Não receiam que neste ano de entrada no mercado haja um contexto tão desfavorável em termos económicos que dificulte a tarefa?
Temos tido cada vez mais procura. O que tem acontecido nos últimos anos é o passa-a-palavra. As empresas do Corporate Club, cerca de 150, também procuram os nossos espaços para eventos. E temos tido uma grande receptividade no mercado. Olhámos para o nosso universo e esta é uma área em que faz sentido estarmos presentes porque as infraestruturas estão cá, os custos fixos existem, de modo que rentabilizando, só nos traz valor.
Cláudia Coutinho de Sousa


















