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Milhões de Festa 2016
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OPINIÃO
Gestão de eventos: o outro lado
Gestão de eventos: o outro lado

Para mim ser gestor de eventos é tudo. Adoro o que faço e sou extremamente grato por ter descoberto a minha vocação, o meu ikigai (a razão de viver, ou traduzido mais à letra a razão que te faz levantar todos os dias). Estou ainda mais agradecido por poder fazer o que gosto todos os dias. E todos os dias me lembro disso (quase todos).

Mas não é disso que vos quero falar hoje. Vou utilizar estas linhas para vos falar do lado escuro da vida de um gestor de eventos. Pois é, apesar de todas as coisas boas que os eventos nos dão existe um lado menos brilhante.

Sempre o abracei como uma contrapartida que de bom grado assumi. Eu e todos aqueles que escolheram esta vida, ou outras com contornos semelhantes.

Mas de que falo eu? Falo da responsabilidade, do dever e do profissionalismo numa actividade que tem dias e horas certos? De uma obra que tem hora marcada para abrir mas em que não foram os empreiteiros que definiram o tempo de construção, nem os arquitectos? De uma actividade em que são os clientes que decidem onde e quando tudo irá acontecer? Do facto de tudo ter de ser pensado, negociado, planeado e executado nos timings disponíveis?

Não. Do que falo é dos custos que são implícitos a todas estas verdades. Os custos a nível pessoal. Falo dos sacrifícios que todos temos de fazer para que as coisas aconteçam. Das noites sem dormir para afinar projectores ou preparar conteúdos para uma reunião que começa poucas horas depois. Falo dos atrasos que exigem um esforço desmesurado a gestores de evento e fornecedores para que tudo fique pronto a tempo. Mesmo que o cliente muitas vezes nem sequer tenha a noção desse esforço, não se aperceba e não valorize.

Falo das incontáveis vezes que todos dissemos a amigos e família que não podemos ir ao jantar, ao almoço, ao baptizado, ao casamento, ou até mesmo a um velório. Mesmo quando nos comprometemos e depois por motivos não planeados, e alheios à nossa vontade, temos de falhar. Falo da incapacidade para marcar férias sem medo de ter de as desmarcar. Falo dos sacrifícios físicos de quem deixa tudo para segundo plano, até mesmo a saúde.

Não me interpretem mal, os gestores de eventos não são mais do que os outros, mas estão naquele grupo de profissões em que a responsabilidade tem de falar mais alto, o gosto de fazer bem, de fazer bem feito, têm de falar mais alto. Aquele grupo que sabe que tem de acontecer naquele dia, àquela hora, doa a quem doer (e nós sabemos bem a quem doí).

Escolhi este tema porque infelizmente num daqueles momentos em que eu sabia que não podia ficar doente, que a agenda está cheia e as equipas completamente tapadas com tudo o que tinham, a lei de Murphy entrou em acção.

Pois é, contrariamente à minha força de vontade, ao meu sentido de dever e ao meu sentido de profissionalismo, uma pleurite tirou‑me a capacidade de falar, de mover e encostou-me às boxes.

25 dias de angústia, mas não pelas dores que estava a sentir, antes por sentir que estava a falhar para com os meus clientes, os meus colegas, a minha equipa. A pensar o que seria, como é que tudo ia acontecer. A pensar em todos os compromissos que tinha assumido, reuniões, eventos. Posso partilhar convosco que naqueles dias em que falar era um problema e falar ao telefone seria impensável várias vezes recusei chamadas de amigos e família, mas atendi as de quatro clientes.

Não escrevo este texto mais pessoal por achar que sou melhor do que os outros. Não, tenho a certeza de que todo e qualquer dos meus colegas faria e sentiria o mesmo. Exponho-me aqui pela primeira vez de uma forma mais pessoal para nos fazer pensar um pouco. A verdade é que os eventos aconteceram, as reuniões aconteceram, os clientes continuam satisfeitos e continuamos a ganhar projectos importantes.

Eu bem sei que tenho a sorte de ter ao meu lado as pessoas que mais adoro e admiro a nível profissional, de quem muito me orgulho e a quem agradeço MUITO, mas a verdade é que o barco continuou a navegar. Foi duro? Foi, para todos. Muitos sacrifícios foram feitos, mas conseguimos manter o sucesso em que somos viciados.

No fundo o que queria partilhar convosco é que os SUPER-HOMENS também ficam DOENTES, e que o mundo não pára por isso.

P.S. Estou pronto para outra.

 

Por Francisco Serzedello, Desafio Global 

Ligado aos eventos desde 1996, quando descobriu que era isso que gostava de fazer. Viciado no sucesso, passou pelo motorsport e pelos eventos sociais, mas há muito que se dedica aos eventos corporativos e de marca. Depois de trabalhar em várias empresas, aceita em 2007 o convite para ingressar na Desafio Global (DG). Aqui, tem estado ligado a alguns dos maiores eventos organizados em Portugal, e não só, o que valeu a toda a equipa a conquista de vários prémios, incluindo o de Melhor Agência de Eventos nos European Best Event Awards, em 2012. Actualmente é director executivo na DG e docente na área de organização de eventos empresariais.

ENTREVISTAS
Paulo Campos Costa: “O factor surpresa é determinante para fixar as pessoas” (vídeo)
Paulo Campos Costa: “O factor surpresa é determinante para fixar as pessoas” (vídeo)

Foi na nova sede da EDP, na Avenida 24 de Julho, que estivemos à conversa com Paulo Campos Costa, director de Coordenação Global de Marca, Marketing e Comunicação. Os eventos da EDP, e o sector de uma forma geral, estiveram no centro deste diálogo.

Começou no jornalismo, passou pela Galp, e pela Portugal Telecom, antes de chegar à EDP há precisamente dez anos. Neste percurso, repleto de grandes eventos, e muitos momentos especiais, o responsável destaca um: o Concerto EDP Douro. Um evento tão complexo que marcou todos os envolvidos.

Nas áreas de comunicação e marketing, que coordena, a importância dos eventos assumem uma grande relevância, e proporcionam um feedback mais próximo e imediato.

Aliás, os eventos podem mesmo estar no centro da estratégia de comunicação, porque são geradores de conteúdos por excelência. Mas é imprescindível que consigam contar uma boa história.

E em termos de patrocínios, como define a EDP os territórios onde quer estar presente? A estratégia foi desenvolvida depois de um aturado estudo do mercado. Hoje a EDP está na música, nas corridas, no surf e na vela.

No que diz respeito ao sector dos eventos, Paulo Campos Costa acredita que pode, e deve, evoluir sobretudo quanto às novas tecnologias e à inovação. O sector tem que ter, cada vez mais, a capacidade de surpreender o cliente.

No relacionamento com as agências de eventos, o responsável gosta de trabalhar com briefings abertos, na expectativa de ser surpreendido. E não tem dúvidas, “estamos na linha da frente”, com alguns dos melhores profissionais no que aos eventos diz respeito.

E na senda da criatividade, hoje em dia, as gerações mais novas são cada vez mais exigentes e isso é um desafio constante. O factor surpresa é essencial para fixar as pessoas.

Leia a entrevista completa na edição nº19 da Event Point.

revista eventos event point portugal

NOTÍCIAS
Foi você que pediu um alojamento portátil?
Foi você que pediu um alojamento portátil?

A Snoozy Dreams lança em Portugal soluções de alojamento portátil para eventos. A nova marca, resultado de uma joint venture para o mercado nacional com a belga AirClad, que desenha e produz estas estruturas, dispõe neste momento de 16 Snoozys, cada um deles com capacidade para duas pessoas, e ainda quatro Kyoks – semelhantes aos Snoozys, mas transformados em quiosque pela alteração do painel frontal.



A experiência proporcionada, explicam os promotores, é a que está “normalmente associada a um hotel”, com a vantagem de poder ser em “qualquer lugar e em qualquer cenário, no coração dos eventos”. Com a Snoozy Dreams pode alojar público, imprensa, elementos da organização, fornecedores, patrocinadores ou convidados VIP.

As estruturas, feitas de alumínio, com chão de madeira e revestimento em lona, têm um design moderno, são “fáceis de transportar e de montar, o que poupa nos tempos de operação, e podem ainda ser personalizadas”, explicam os responsáveis da marca.



Cada um destes hotéis móveis tem duas camas individuais, colchões Molaflex (2mx0.75m), roupa de cama, édredon, espelho, iluminação Led, dois carregadores USB, porta com fechadura e zona de arrumação. Podem ainda ser contratados outros serviços, como segurança, espaço social e de lazer ou casas de banho e chuveiros exclusivos. Os Snoozys e os Kyosks podem ser alugados em conjunto ou individualmente.

A estreia em Portugal foi feita em Junho passado, na etapa do Campeonato do Mundo de Wakeboard disputada na barragem do Castelo de Bode, em Ferreira do Zêzere. Aliás, os eventos desportivos e os festivais de música são ambientes privilegiados para a Snoozy Dreams, que em Agosto tem já presença confirmada em três festivais, Meo Sudoeste, na Zambujeira do Mar, Paredes de Coura e Vilar de Mouros.

NOTÍCIAS
Quem quer produzir o Peixe em Lisboa?
Quem quer produzir o Peixe em Lisboa?

A Associação de Turismo de Lisboa (ATL) abriu uma consulta pública para escolher a produtora das três próximas edições do certame Peixe em Lisboa, de 2017 a 2019. A empresa que vier a ser contratada terá que assegurar a logística, o aluguer do espaço, a programação e animação, a comunicação e promoção do evento, a captação de patrocínios e a gestão de bilheteira.

De acordo com as estimativas da ATL, o custo global máximo de cada edição não ultrapassará os seiscentos e sessenta mil euros (IVA incluído).

As datas e o local para 2017 estão já definidos, 30 de Março a 9 de Abril, no renovado Pavilhão Carlos Lopes.

Os interessados deverão enviar as respectivas propostas, identificadas com o assunto “Peixe em Lisboa – Proposta”, para atl@visitlisboa.com até ao próximo dia 23 de Setembro.

Mais informações aqui.

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