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Rock in Rio Lisboa 2016
Rock in Rio Lisboa 2016
Registo fotográfico do primeiro fim-de-semana do Rock in Rio 2016
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NOTÍCIAS
Porto e Norte presentes no Rock in Rio
Porto e Norte presentes no Rock in Rio

Dada a presença de milhares de festivaleiros, o Rock in Rio Lisboa pode ser uma boa montra para a oferta turística. Assim, nos próximos três dias de festival (27, 28 e 29 de Maio) o Turismo do Porto e Norte de Portugal vai estar no Parque da Bela Vista a dar sugestões de férias e escapadinhas na região.

O TOPAS (Tourism Open Public Auto Service) vai estar localizado junto às bilheteiras para mostrar os eventos que se realizam na região, as propostas deste destino e várias opções de turismo, como o guia Short Breaks, Gastronomia e Vinhos.

O turismo do Porto e Norte de Portugal não é o único operador presente no evento. O festival conta ainda com a Embratur, o Instituto Brasileiro de Turismo, que apresenta um stand VIP e vídeos promocionais das principais atracções. “A cada edição, o Rock in Rio é acompanhado por milhares de pessoas. A nossa estratégia está ficada em estarmos presentes onde o nosso público-alvo está. Portugal é o nosso 10º maior emissor de turistas e não poderíamos deixar de aproveitar mais uma vez esta oportunidade”, refere José Antônio Parente, presidente do Embratur.

O Rock in Rio Lisboa reabre hoje as suas portas para receber no Palco Mundo os Rival Sons, os Korn e os Hollywood Vampires, e no Palco Vodafone os Cave Story, os Glockenwise e os Metz. Na EDP Rock Street Léo Gandelman toca Jobim & Noel Rosa e Ciro Cruz canta o Nordeste do Brasil.

ENTREVISTAS
Vasco Vicente: Temos obrigação de pensar a 360º
Vasco Vicente: Temos obrigação de pensar a 360º

Foi o projecto da Máquina da Imaginação para a S7 Airlines, distinguido com um dos prémios dos European Best Event Awards, que despertou o interesse em conhecer Vasco Vicente, director de arte da agência holandesa Wieden + Kennedy.

Depois de se licenciar em Design Gráfico e de fazer um mestrado em Cultura Visual, ambos em Lisboa, Vasco Vicente ainda trabalhou algum tempo em agências e como freelance, encarregando‑se de projectos de identidade, cartazes para eventos ou ilustração editorial. A verdade é que estava saturado do mercado português, “sem qualquer tipo de motivação, desempregado na altura”, e nem os 20 emails que enviava por dia obtinham resposta. Decidiu por isso participar nos “The Kennedys”, um programa criativo e incubador da Wieden + Kennedy em Amesterdão. Assim que foi aceite, preparou as malas e arrancou para a Holanda no dia 1 de Junho de 2011, sem pensar duas vezes. “Foi definitivamente uma escolha inevitável, necessária. Saí da minha zona de conforto com o objectivo de evoluir a nível profissional”, ao lado “dos melhores que existem no mercado na área da publicidade”.

Trabalhar na Holanda

Amesterdão é um ponto estratégico no mapa de empresas globais como a Nike, e outras, onde se respira “um ambiente multicultural”, sobretudo nas agências internacionais”. No entanto, o mercado local tem “um sistema criativo dominado por agências holandesas”, explica Vasco Vicente. “As diferenças começam nas agências, em construir a cultura de uma agência e em questionar tudo. Começar por quebrar as regras, e aprender com os erros, esses sim, são elementos‑chave para o sucesso de qualquer agência, sabendo que na relação com o cliente é preciso arriscar”.

A maneira como cada trabalho é apresentado, e as ideias na sua pureza integral são elementos básicos no processo criativo. “Em Portugal falta‑nos garra e fé no nosso talento, falta‑nos o respeito e as referências do que se faz lá fora. As nossas marcas têm de crescer e perceber que a indústria mudou há bastante tempo, e que a televisão não chega”. Da mesma forma, as agências são responsáveis pela mudança de canais e da maneira como as marcas interagem com o consumidor, acredita o director criativo da Wieden + Kennedy. “Hoje em dia temos tantos canais e medias de comunicação que é fundamental saber como usá‑los”, em função de cada briefing.

As marcas globais conhecem o mercado e entendem que os consumidores são cada vez mais inteligentes, apesar de constantemente distraídos por lixo visual. “Hoje as marcas são humanas, determinadas por um tom de voz e fortes valores sociais”. Não se pode por isso fazer apenas uma campanha na imprensa, ou nas redes sociais, “temos obrigação de pensar a 360º”, defende Vasco Vicente. Na Wieden + Kennedy, por exemplo, cada criativo é responsável por todas as extensões que uma ideia possa ter, do spot ao online, das redes sociais à activação, não existem diferentes equipas ou departamentos para eventos ou activações.

Criatividade vs. orçamento

Vasco Vicente garante que existe uma pressão maior e maiores estrangulamentos, de política e de hierarquias, quando se está perante um cliente global. “Quanto maior a estrutura, mais difícil se torna vender uma ideia credível e inovadora”. Mas, de uma maneira geral, “os clientes valorizam muito mais o processo criativo do que qualquer outra coisa, e pagam a preço de ouro para terem opções”. A Wieden + Kennedy, afirma, “é uma das agências que se podem dar ao luxo de dizer não aos clientes”.

O projecto mais interessante

“Foi sem dúvida o Chasing Horizons para a Citizen [marca de relógios]. Nunca pensei que ia sentir tanta falta das aulas de geografia, mas nada que estudo e pesquisa não tivessem resolvido”. O departamento de produção da Wieden + Kennedy colaborou com a produtora Smuggler de Londres e com um perito aviador, ex‑piloto da Nato, Jonathan Nicol. Em termos específicos de aviação, a equipa teve de se manter numa latitude constante de 80 graus, onde a Terra roda mais lentamente, a uma velocidade de 289.95 km/h. “Neste caso, voámos no sentido oposto ao da direção da rotação da Terra, logo conseguimo‑nos manter exactamente no mesmo tempo e assistir ao por‑do‑sol em cada fuso horário na mesma localização”. Apenas tinham uma hipótese para completar esta missão, e se falhassem tudo poderia ir por água abaixo. “Descolar da Islândia e perseguir o horizonte não foi uma tarefa nada fácil”. Tiveram de enfrentar vários desafios a cada etapa para garantir o sucesso da missão: manter o avião estável no mesmo espaco‑tempo continuum; lidar com motores congelados; fazer dois abastecimentos urgentes durante a viagem. “Inicialmente parecia um exercício matemático impossível de concretizar, mas acabámos por resolver a equação. Por outro lado, precisávamos de alguém com a coragem e a garra para concretizar este filme. Acabamos por escolher o realizador Tristan Paterson, e foi a escolha perfeita para este projecto”.

A máquina da imaginação

O objectivo da campanha para a S7 Airlines era incentivar os viajantes russos a sonhar alto e recordar‑lhes que há todo um mundo lá fora. No centro da acção esteve a entrevista a 20 crianças, a quem se pediu, "Se pudesses voar para qualquer lugar imaginário, onde e como seria?" As respostas incluíram lugares e criaturas mágicas como sereias e dragões, e uma menina queria ver mamutes pre‑historicos. Apesar de todos eles reconhecerem que aqueles lugares não existiam, uma equipa viajou pelo mundo em busca de lugares que se aproximassem o mais possível daqueles descritos pelos miúdos. O resultado foi “uma montagem visualmente atraente e imaginativa de locais exóticos” que terminava com o slogan, "Voe para qualquer lugar que você pode imaginar".

Este momento foi depois perfeito para criar a Imagination Machine, “onde usámos a tecnologia EEG [electroencefalograma]”. Em Moscovo, criaram a experiência em que o participante se sentava em frente do globo terrestre e escolhia o seu destino, e depois lhe pediam que se concentrasse nesse percurso. As informações das ondas cerebrais eram enviadas a partir dos auscultadores para o

algoritmo que traçava na máquina o voo imaginado. A cada participante foram dados 45 segundos para se concentrar na aterragem do avião no destino eleito. Se conseguisse, ganhava uma viagem a esse destino de sonho, juntamente com 5.000 milhas S7 Airlines. Cerca de 200 pessoas participaram durante todo o dia, e 50 ganharam o prémio principal.

Na Wieden + Kennedy começaram seis meses antes do evento a trabalhar em diferentes softwares e a ensaiar algumas mecânicas visuais do jogo. Vasco Vicente teve que fazer o UXD [User Experience Design] para a instalação, o 3D mapping, o design do interface nos diferentes formatos e a produção da instalação no próprio dia. Como facilmente se percebe, esta activação obrigou a trabalhar com pessoas de outras áreas de conhecimento. “Se tivermos a possibilidade de trabalhar com os melhor directores de fotografia, realizadores de Hollywood, artistas, escritores ou mesmo criativos tecnológicos, é uma chance única de aprendizagem e conhecimento. Trabalhar com os melhores é elemento‑chave para a progressão profissional em cada carreira. Como criativos devemos procurar desafios em que não estamos confortáveis”, garante Vasco Vicente.

O papel da tecnologia nos eventos de hoje

“Por vezes, o excesso de touch screens em eventos é completamente desnecessário. Não é por usarmos apps ou ecrãs digitais que o storytelling vai ser mais rico ou uma experiência inesquecível. Há que usar a tecnologia a nosso favor. Estamos na melhor altura para inovar em todas as áreas e perceber que existem novos caminhos de storytelling, como a AI [inteligência artificial] e a VR [realidade virtual]. É uma altura excitante para se viver e deixar marcas na cultura visual”, conclui Vasco Vicente.

NOTÍCIAS
ESHTE abre 10º Mestrado e Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Eventos
ESHTE abre 10º Mestrado e Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Eventos

Até 22 de Julho decorre a primeira fase de candidaturas à 10ª Edição do Mestrado e Pós-Graduação em Turismo, ramo de especialização em Gestão Estratégica de Eventos, da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE). Nesta primeira fase é aplicado um desconto de 10% no valor da propina do primeiro ano da formação, com início agendado para Outubro (ano lectivo 2016/17). Se houver vagas, abrirá em Agosto uma segunda fase de candidaturas.

Assumindo esta como uma formação executiva, “onde se conciliam os conhecimentos das sessões teóricas com a experiência das sessões práticas”, a ESHTE explica que a “análise de estudos caso, a realização de visitas técnicas, a apresentação de propostas para a realização de eventos e a organização de acções de team-building”, são algumas das actividades previstas nos seminários de especialização. A estes juntam-se “as unidades curriculares vocacionadas para domínios como a Gestão da Componente Logística e Tecnológica, Segurança e Gestão do Risco em Eventos, o Catering em Eventos, as Relações Públicas e Protocolo ou a Gestão Estratégica de Eventos”.

Para mais informações, consulte: www.eshte.pt/pt/cursos/mestrados/turismo-1

NOTÍCIAS
Sweatworking: empresas que treinam e suam juntas são sinónimo de sucesso
Sweatworking: empresas que treinam e suam juntas são sinónimo de sucesso

Ora ai está a última tendência emergente. Nascida nos Estados Unidos, rapidamente entrou na Europa pelo Reino Unido e chega agora a Portugal: a moda do Sweatworking. Fazer exercício, suar a camisola juntamente com clientes, ou companheiros da empresa. É por assim dizer uma nova forma de networking, de conectar pessoas, fomentar relações e tirar disso partido também para o negócio.

Numa rápida pesquisa pela #sweatworking encontramos um sem número de artigos sobre esta tendência que se vem generalizando. Não se trata de nada premeditado, mas algo que surge como consequência de quem tem o gosto pelo desporto, e vive com uma agenda típica deste século. Debrucemo‑nos neste fenómeno, que para muitos de nós é uma prática corrente, mas com a generalização das corridas, os ginásios, dos treinos funcionais e desportos de aventura, ganha agora uma base de recrutamento, eu diria que universal.

É importante termos noção de que este é um fenómeno global e que neste capítulo Portugal está perfeitamente actualizado. O Mundo reconhece hoje a importância do desporto, igualmente as empresas e os seus decisores têm a consciência dos benefícios do exercício físico regular com todas as vantagem na vida, na saúde, bem‑estar e no rendimento profissional. Equipas treinadas e habituadas a suar juntas, são sinónimo de empresas de sucesso.

O desporto encerra tantas vantagens e tem o poder de conectar pessoas, de ser um icebreaker e um uniformizador social. No desporto as classes diluem‑se, as hierarquias misturam‑se, as raças e as religiões vestem a mesma camisola. Sebastian Coe, chairman dos Jogos Olímpicos de Londres, deixa‑nos o testemunho: “As a former athlete and now an administrator, I am absolutely convinced about the positive role of sport and its unique ability to touch many different aspects of our lives and our communities”.

Em ambiente desportivo libertamo‑nos das capas e da maquilhagem que com alguma naturalidade a sociedade nos vai impondo, voltamos ao nosso estado primitivo, somos nós próprios tal como quando tínhamos oito ou dez anos e escolhíamos a equipa para jogar à bola, voltamos a ser o Manel, o Canhoto ou o Gordo que vai à baliza. E, por mais paradoxo que possa parecer, o limpar desta cosmética favorece o negócio. Nada mais verdade do que “people buy people” e quando se estabelece uma relação de confiança e transparência tudo se torna mais fácil. É assim na vida e é assim no mundo dos negócios. Vivemos um tempo onde cada vez menos se questiona a mistura entre a vida pessoal e profissional. Faz sentido que assim seja, pois se buscamos um trabalho que verdadeiramente nos apaixona, acaba por ser natural não separar as águas.

Temos uma vida cada vez mais acelerada, vivida em multitasks. Não é melhor, nem pior, é a característica dos nossos dias, de nada vale queixarmo‑nos, apenas adaptarmo‑nos. Temos reuniões pelo Skype a aproveitar a hora de almoço, importantes negócios fazem‑se a 140 km/h numa auto‑estrada, e os WhatsApp vieram preencher aquele tempo que chamávamos de “morto ou parado”. É formidável viver este tempo e estar ligado ao mundo com esta intensidade.

Um outro aspecto maravilhoso neste conceito de Sweatworking é o momento de fazer desporto e meter o coração a bater em ambiente de contacto profissional, isso permite um nível de concentração e liberdade que dá asas à imaginação, diferente da formalidade face to face das salas de reunião. Vários estudos apontam para os benefícios e para a melhoria da performance cerebral com a prática de actividades cardio‑respiratorias. Um Meeting Run é ideal para sessões de brainstorming ou criação. Mas muita gente questiona se é possível correr e falar. Não só é possível, como é desejável. Quem pensa e fala até se esquece de que está a correr!

Não nos espantemos que em breve o Microsoft Outlook ou o Google Calendar passem a ter botão “Meeting Run” na sua agenda! Por tudo isto o Sweatworking é uma expressão do momento, pelo aproveitamento do bem escasso que é o tempo. Igualmente no domínio humano, pela relevância que as pessoas ganham nas empresas e como são decisivas as questões de relacionamento para o desenvolvimento das organizações e dos negócios.

Esta é a visão partilhada da agência sports by tlc onde apostamos a fundo na força do desporto para activar marcas junto aos seus consumidores e propomos soluções para desenvolver pessoas e relações dentro das organizações.

A sports by tlc está a desenvolver um grande evento: a B2RUN ‑ A Corrida das Empresas, que chega em Setembro ao MEO Arena em Lisboa. Vem materializar muito do que aqui escrevo, um modelo Corporate Run que verdadeiramente ainda não existia em Portugal que vai desafiar todas as empresas do mercado nacional para trazerem as suas equipas, vestirem a camisola e conhecerem o poder do Sweatworking. O grande segredo é arrancar.

Bons treinos, melhores negócios e convidem-me para umas Meeting Run.

Por Lourenço Cardoso Menezes, director da Sports by tlc

 

Maio, 2016
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Inquérito:
Sente que o mercado de eventos está a recuperar?
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